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01/07/2009 - 05h03

Estudantes da USP decidem manter greve durante férias escolares

Da Redação
Em São Paulo
Os estudantes da USP (Universidade de São Paulo) decidiram, em assembleia realizada na noite desta terça-feira (30), manter a greve iniciada no dia 5 de junho. Nesta terça, professores e funcionários da USP votaram pelo fim da paralisação das atividades.

De acordo com o DCE (Diretório Central dos Estudantes), a votação foi acirrada e definida por diferença de apenas três votos. Uma outra assembleia de universitários está marcada para o dia 14.

Até lá, os grevistas devem programar atos, eventos culturais e grupos de discussão. Foi ponderado o fim da greve de professores e funcionários, mas a decisão das duas categorias não sensibilizou os estudantes.

Os estudantes são contrários a implantação da Univesp (Universidade Virtual do Estado de São Paulo), projeto de ensino a distância do governo José Serra (PSDB), querem a saída da reitora Suely Vilela e pedem democracia na universidade.

Fim da greve de professores e funcionários

Os professores e os funcionários da USP decidiram suspender a greve nesta terça-feira (30).

  • O que você achou do fim da greve de professores e funcionários?

  • A Adusp (Associação dos Docentes da USP) enviou comunicado no qual afirma que "quanto às aulas não ministradas, haverá reposição dos conteúdos, com qualidade, conforme a especificidade de cada curso e unidade".

    Os docentes aprovaram uma agenda de mobilização para o segundo semestre de 2009, que tem como pontos centrais: a democratização da USP, com reivindicação de eleições diretas para reitor e suspensão de processos contra funcionários e estudantes; a crítica ao projeto de ensino a distância da Univesp; e a luta contra a reforma da carreira docente aprovada no Conselho Universitário.

    Já para os funcionários, de acordo com o diretor de comunicação do Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP), Anibal Cavali, fez parte do acordo de retomada das atividades o não-desconto dos dias parados e a não-punição aos integrantes do movimento.

    Os trabalhadores do campus da capital devem retomar as atividades na manhã desta quarta-feira (1º). Já os funcionários do interior realizam suas assembleias na quarta e retornam aos seus postos após as reuniões.

    A assessoria de imprensa da USP informou que o acordo de fim de greve com os funcionários prevê reposição dos dias parados na forma de trabalho-atividade e, em função disso, não haverá desconto desses dias.

    Pauta de reinvindicações frustrada

    A Adusp, o Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP), mais os sindicatos de professores e funcionários da Unesp (Universidade Estadual Paulista) e da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) formam o Fórum das Seis.

    Essa entidade tinha uma pauta de reivindicações unificada, cujos pontos principais eram o reajuste salarial de 16%, a incorporação de R$ 200 a todos os salários e a readmissão de Claudionor Brandão, ex-servidor, demitido por justa causa - cujo desligamento da USP é considerado pelo Fórum como político.

    O movimento de greve não conseguiu avançar nas negociações com o Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas) e nenhuma das três pautas foi conquistada.

    O ensino a distância no Estado, instituído pela Univesp, criticado pelo Fórum das Seis, foi reduzido devido a dificuldades de financiamento e de garantia de qualidade do ensino. Os docentes e funcionários conseguiram, com a greve, agendar para o segundo semestre um ciclo de debates sobre o programa.

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