A Prefeitura do Rio de Janeiro anunciou nesta quarta-feira (29) o adiamento do início do segundo semestre letivo para 10 de agosto devido ao aumento de casos de gripe suína - gripe A (H1N1). A medida segue as recomendações da Secretaria de Saúde do Estado.
A rede estadual anunciou na manhã de hoje o adiamento da volta às aulas para 10 de agosto.
Na tarde de hoje devem ser anunciadas outras medidas que afetarão a vida de 705 mil alunos da rede. A rede estadual e a municipal de São Paulo e a rede estadual do Rio Grande do Sul também anunciaram adiamento do início das aulas.
Ao todo, mais de 10,35 milhões de alunos serão afetados pela prorrogação das férias.
São Paulo
Na tarde de ontem (28), a
Secretaria de Educação do Estado de São Paulo decidiu prorrogar as férias escolares em toda a rede estadual até o dia 17 de agosto. A rede estadual de ensino do Estado tem cerca de 5.300 escolas e mais de 5,5 milhões de alunos.
A maioria das escolas, segundo a secretaria, retomariam as atividades no dia 3 de agosto, próxima segunda-feira. Nas escolas que já haviam retornado das férias, as aulas ficam suspensas até 17 de agosto. Ainda não existe um levantamento sobre o número de unidades da rede estão nessa situação.
No final da tarde de ontem, a prefeitura de São Paulo também decidiu suspender as atividades nas creches da capital entre os dias 3 e 17 de agosto. As 1.309 unidades atendem cerca de 120 mil crianças.
A USP (Universidade São Paulo), a Unesp (Universidade Estadual Paulista), a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), as Fatecs (Faculdades de Tecnologia) e as Etecs (Escolas Técnicas Estaduais) decidiram também adiar o retorno às aulas do segundo semestre para o dia 17 de agosto.
Rio Grande do Sul
O governo gaúcho decidiu nesta quarta-feira (29) adiar o reinício das aulas da rede estadual de ensino por duas semanas. O calendário escolar, que previa o retorno na próxima segunda-feira (3), foi modificado e as aulas vão iniciar em 17 de agosto. A rede estadual abriga 1,2 milhões de alunos.
Dados recentes
Segundo o infectologista David Uip, diretor do Instituto Emílio Ribas, a medida é necessária, uma vez que dados recentes mostram que a transmissão do vírus por crianças é o dobro da por adultos. Em reportagem publicada anteontem na Folha de S. Paulo, ele afirmou que, se tivesse um filho de seis anos, continuaria mandando a criança para a escola. Ontem, entretanto, ele endossou a medida da Secretaria da Saúde.
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