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11/08/2009 - 07h28

Transtornos mentais e de comportamento são maiores causas de afastamento de professores, diz pesquisa

Da Redação*
Em São Paulo
Os transtornos mentais e comportamentais são as principais causas dos afastamentos de professores que lecionam na segunda etapa do ensino fundamental, de 5ª a 8ª série. A conclusão é de uma pesquisa realizada pelo psicólogo Antônio César Frasseto, do Ibilce (Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas), da Unesp (Universidade Estadual Paulista) em São José do Rio Preto.

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Frasseto analisou os dados da RiopretoPrev (Regime Próprio de Previdência do Município), com os afastamentos dos docentes. Entre os docentes de 1ª a 4ª séries, ou seja, da primeira etapa do ensino fundamental, a ocorrência de câncer foi o principal motivo para afastamentos.

Para o pesquisador, os dados comprovam os resultados de outras pesquisas realizadas no estado, como a da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), de 2007.

Na época, o estudo do sindicato revelou que, em uma amostragem de 1.626 professores da rede pública do Estado de São Paulo, 80% queixaram-se de cansaço, 61% de nervosismo, 55% de ansiedade, 44% de angústia, e 46,2% tiveram o estresse como diagnóstico médico confirmado.

Problemas de formação

Na opinião do pesquisador, o quadro resulta da política educacional brasileira, que adota um método de gestão de pessoas "sofrível". "Na forma de administração a que as escolas estão submetidas, o conceito de subjetividade é negligenciado e a tarefa do professor é tratada de maneira tecnicista", afirma.

Essa concepção, diz Frasseto, começa na formação, fundada em metodologias e na didática. As licenciaturas tenderiam a formar professores que supervalorizam a razão, na convicção de que, ao adotarem um determinado método, alcançarão o resultado. "Ensinar é uma operação em que cada um tem que entrar com 50%. Ao perceber que isso não acontece na prática, o professor se frustra permanentemente e, com isso, adoece".

* Com informações da Assessoria de Imprensa da Unesp de São José do Rio Preto
Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012

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