Segundo MEC, só 1% das faculdades são top; 29,4% têm notas insatisfatórias
Simone Harnik* Em São Paulo
Atualizada às 16h51
Apenas 1% das faculdades, universidades e centros universitários do país conseguiram nota máxima em avaliação do MEC (Ministério da Educação). De acordo com o IGC (Índice Geral de Cursos) de 2008, 21 das 2.001 instituições conseguiram o conceito 5, que é o melhor.
No conjunto dos dados do MEC, 388 escolas ficaram sem conceitos, porque alguns de seus cursos não contaram com a participação mínima de dois ingressantes e de dois concluintes no Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes). A nota da avaliação é considerada no cálculo do IGC.
A USP (Universidade de São Paulo) e a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) são duas das instituições que não participam do índice.
Segundo o ministro Fernando Haddad (Educação), o IGC não serve para dar um retrato da qualidade do ensino superior no país. Para ele, o índice guia as visitas às instituições feitas por peritos treinados pelo MEC. "Antes o conceito era quase sempre elevado [mesmo depois das visitas], isso nos parecia artificial", disse Haddad.
"Um dos focos do IGC é orientar o estudante na busca de instituições de excelência", disse o ministro na tarde desta segunda (31).
O que é o IGC
O IGC é um indicador de qualidade de instituições de educação superior que considera, em sua composição, a qualidade dos cursos de graduação e de pós-graduação (mestrado e doutorado).
Para a graduação, ele usa a média do CPC (Conceitos Preliminares de Curso) da instituição. Já para a pós-graduação, o conceito utiliza a nota Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior). O resultado final está em valores contínuos (que vão de 0 a 500) e em faixas (de 1 a 5).
O IGC de cada instituição de ensino superior do Brasil foi apresentado pela primeira vez no ano passado e será divulgado anualmente pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira).
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