O brasileiro fica menos tempo na escola do que deveria. A média nacional de anos nas instituições de ensino em 2008 foi de 7,1 anos para todo o país. De acordo com o consultor em educação da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) no Brasil, Célio da Cunha, cada cidadão deveria passar, no mínimo, dez anos estudando.
O dado é da
Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) 2008, divulgado nesta sexta-feira (18) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
"Com sete anos de estudo, uma pessoa acompanha as demandas do mundo com perda. Há um déficit", afirma Cunha. De acordo com o pesquisador, poucos anos nas instituições de ensino geram pouca cultura para as demandas do século 21.
Pelo Brasil, a situação é um pouco melhor no Sudeste, cuja média de escolaridade é de 7,7 anos. Na sequência aparece o Sul, com 7,5 anos. Já o Nordeste é a região com dados mais críticos, pois a média da população, segundo a pesquisa, é de apenas 5,9 anos em instituições de ensino.
Melhoria de 2007 para 2008
De 2007 para 2008, houve aumento dos anos de estudo em todas as regiões do país. Pequeno, mas houve - o brasileiro estudava 6,9 anos e passou a dedicar 7,1 anos ao ensino.
Na prática, esse aumento significa um acréscimo de 40 dias letivos, em média - ou seja: praticamente dois meses de estudo a mais.
A situação do Brasil no mundo
Na América Latina, segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), o país anda mal das pernas com essa escolaridade.
Na América Latina, Chile tinha a maior quantidade de anos de estudo: 10,9 anos, seguido do Peru (10,6) e da Argentina (10,5).
O relatório "Juventude Mundial 2007" indicava que os jovens brasileiros entre 15 e 24 anos passaram em média 8,4 anos na escola. Na
Pnad 2008, para quem tinha 15 anos ou mais, o número de anos na escola foi de 7,4.
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