A Consultec, uma das empresas que integraram o consórcio que realizaria a aplicação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2009, afirmou, em nota divulgada nesta quinta-feira (8), que não manteve vínculos com os envolvidos no vazamento de provas do exame, ocorrido na semana passada.
Veja a íntegra da nota:
NOTA DE ESCLARECIMENTO
A CONSULTEC, uma das organizações que integram o Consórcio contratado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira - INEP para a operacionalização do Exame Nacional do Ensino Médio 2009, manifesta sua indignação em relação ao delito que gerou o vazamento das provas que seriam aplicadas nos dias 3 e 4 de outubro de 2009.
Após os posicionamentos das fontes oficiais, vem a público esclarecer que:
A.Não obstante a Consultec tenha assumido a liderança do Consórcio pela sua experiência comprovada e pelo conhecimento técnico demonstrado ao longo de 18 anos de atuação em âmbito nacional - com mais de 300 processos seletivos realizados entre concursos públicos e vestibulares - não existia subordinação entre os consorciados sendo, cada um deles, autônomo e independente no desenvolvimento das atividades pertinentes a cada um.
B.Durante a execução dos serviços por ela assumidos, interagiu permanentemente com o Contratante nas definições e orientações inerentes ao Exame, atendendo às exigências contratuais estabelecidas.
C.Em todas as etapas sob sua responsabilidade, agiu com o rigor técnico e ético intrínsecos a cada atividade que compõe a complexa realização de um exame desta natureza.
D.Colaborou efetivamente, e de forma célere, com os organismos públicos, atendendo às solicitações que lhes foram dirigidas pelas autoridades competentes para que os fatos que motivaram o adiamento da aplicação das provas fossem esclarecidos.
E.A Empresa repudia veementemente a atitude inescrupulosa, irresponsável, ilícita e leviana de um pequeno grupo de pessoas que vitimou a sociedade, a realização do Exame e inclusive as empresas que integram o Consórcio. Indivíduos estes cuja apuração realizada pela Polícia Federal demonstrou que nunca mantiveram qualquer tipo de vínculo com a CONSULTEC.
F.Em decorrência dos fatos, em 05 de outubro de 2009, foi distratado de forma bilateral e amigável o contrato entre o Consórcio e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira - Inep.
Finalmente, a CONSULTEC reitera a sua disponibilidade em continuar cooperando, a qualquer tempo, com as autoridades competentes, no que for necessário, com o intuito de que todos os fatos sejam elucidados. Reafirma, também, sua crença de que os autores do fato delituoso serão devidamente punidos na forma da Lei.
Salvador, 08 de outubro de 2009.
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