O MPF-DF (Ministério Público Federal no Distrito Federal) avalia que, neste momento, não são necessárias medidas para suspender, cancelar ou adiar a data do Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes), marcado para 8 de novembro. Isso porque não há, até agora, comprovação de vazamento do conteúdo das provas.
Desde ontem (22), o MPF-DF é responsável pelas investigações que apuram possíveis falhas na segurança do exame, após a Polícia Rodoviária Federal ter encontrado provas sendo transportadas sem lacre de segurança numa rodovia de Três Rios (RJ). O procedimento foi encaminhado pela Procuradoria da República em Petrópolis, que acompanhou o caso inicialmente.
Ontem, o procurador da República Carlos Henrique Martins Lima recebeu explicações do presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), Reynaldo Fernandes, sobre o episódio.
Segundo apurado até agora, não há indícios de vazamento do conteúdo das provas. "O MEC (Ministério da Educação) e o Ministério Público Federal concordaram que não há motivos para suspender ou cancelar o exame neste momento", explica Lima.
O procurador ressalta, entretanto, que é preciso aprimorar o sistema de segurança das provas realizadas pelo MEC. Segundo ele, os recentes problemas envolvendo o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e o Enade demonstram a fragilidade do sistema.
"Vamos trabalhar em conjunto com o Ministério da Educação para combater as falhas identificadas e melhorar o sistema de segurança de todas as provas realizado pelo MEC", afirma o procurador.
* Com informações da assessoria de comunicação do MPF-DF
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