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12/03/2010 - 16h41

Professores de SP saem em passeata pela avenida Paulista até a praça da República

Ana Okada
Em São Paulo
Professores da rede estadual de São Paulo, em greve desde a última sexta-feira (5), iniciaram, por volta das 16h30, uma passeata que deve seguir pela avenida Paulista e pela rua Frei Caneca até a praça da República. No momento, três faixas da Paulista, sentido centro, estão interditadas.

  • Veja fotos da manifestação

  • A assembleia de docentes já decidiu que a categoria permanecerá em greve por tempo indeterminado. Os manifestantes pedem aumento salarial de 34,3% e interditaram, às 15h35, todas as faixas da Paulista, uma das principais vias da capital.

    De acordo com a Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo), há cerca de 30 mil manifestantes no local. Já a Polícia Militar estimou que o número de docentes protestando chega a 8.000.



    Os professores se concentraram no vão do Masp (Museu de Arte de São Paulo) às 14h, e fecharam as pistas sentido Consolação a partir das 15h15.

    "É uma honra muito grande dizer 'não' ao autoritarismo do governo de São Paulo. Esta foi uma semana de teste que Paulo Renato [Souza, secretário da Educação] e [José] Serra quiseram fazer conosco", afirmou a presidente do sindicato, Maria Izabel Azevedo Noronha. A entidade estima que 80% do magistério paulista esteja parado.

    A Secretaria da Educação do Estado foi procurada para comentar a manifestação. No entanto, segundo a assessoria de imprensa, vai aguardar o resultado do protesto para decidir se emite nota ou pronunciamento sobre o assunto.

    Reivindicações

    De acordo com a Apeoesp, o movimento "busca reforçar a luta da categoria pelo atendimento das reivindicações na defesa da dignidade profissional".

    Entre as principais bandeiras dos professores estão: reajuste salarial de 34,3%; incorporação de todas as gratificações, extensiva aos aposentados; plano de carreira; garantia de emprego; fim de avaliações para temporários; e realização de concursos públicos para a efetivação dos docentes.

    A rede de São Paulo conta com mais de 220 mil professores e 5 milhões de alunos. Segundo a Apeoesp, os professores que compõem o comando de greve estão visitando as escolas para conversar com pais, alunos e professores, explicando o porquê da paralisação.

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    Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012

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