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Artes

Amílcar de Castro

Expoente da escultura concreta

Valéria Peixoto de Alencar*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação
Mineiro, Amílcar Augusto Pereira de Castro (1920-2002) foi gravador, desenhista, diagramador e professor. Mas foi graças à escultura concreta que fez seu nome. Em Belo Horizonte estudou na Faculdade de Direito da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), de 1941 a 1945, porém não exerceu a profissão por muito tempo.

A partir de 1944, freqüentou curso livre de desenho e pintura com Guignard, na Escola de Belas Artes de Belo Horizonte, e estudou escultura figurativa com Franz Weissmann. Em 1952, mudou-se para o Rio de Janeiro e trabalhou como diagramador em diversos jornais e revistas.

Influenciado pelo artista Max Bill, realizou suas primeiras esculturas concretas, expostas na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1953. Participou de exposições do grupo concretista, no Rio de Janeiro e em São Paulo, em 1956, e assinou o "Manifesto Neoconcreto" em 1959.

No ano seguinte, participou em Zurique (Suíça) da Mostra Internacional de Arte Concreta, organizada por Max Bill. Foi para os Estados Unidos em 1968 com uma bolsa de estudo da Guggenheim Memorial Foundation e com o prêmio de viagem ao exterior obtido na edição de 1967 do Salão Nacional de Arte Moderna.

De volta ao Brasil, em 1971, fixou residência em Belo Horizonte. Tornou-se professor de composição e escultura da Escola Guignard, onde trabalhou até 1977. Deu aula na Faculdade de Belas Artes da UFMG, entre as décadas de 1970 e 1980. Em 1990, aposentou-se da docência e passou a dedicar-se exclusivamente à atividade artística.

Algumas obras
Observe:



Reprodução
s/ título, 1985, aço, 110 x 250 x 250 cm, Coleção MAC/USP





Reprodução
s/ título, déc. 1990, aço, 240 x 5cm


Esse tipo de escultura mais conhecida de Amílcar de Castro traz uma nova idéia de dinâmica espacial. Os ritmos dados pelos cortes e dobras das placas de aço, pela diferença de planos e pela tensão da superfície, imprimem à obra grande vitalidade e dinamismo, que parecem detidos dentro de si mesmos, nos convidando para a intimidade do trabalho.

Há diversas obras públicas do artista, em jardins e praças, feitas com a intenção de que a ação do tempo seja vista constantemente no espaço da obra. Como definia ele mesmo, "escultura é a descoberta da forma do silêncio, onde a luz guarda a sombra e comove".
Valéria Peixoto de Alencar* é historiadora formada pela USP e cursa o mestrado em Artes no Instituto de Artes da Unesp.

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