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Cinema brasileiro (2)

A chanchada

Heidi Strecker*
Especial para Página 3 Pedagogia & Comunicação
Reprodução

Oscarito e Grande Otelo na capa da revista Cinema

A fundação da produtora Atlântida, em 1941, marcou o início de uma época de glória para o cinema no Brasil. Comediantes de grande talento foram revelados em comédias populares de grande sucesso - as chanchadas.

Fazendo humor bem brasileiro e debochado, os atores Oscarito e Grande Otelo formaram uma das duplas mais notáveis do cinema de todos os tempos. Bons no improviso e fazendo tipos malandros e simplórios, conquistaram o gosto popular. Atuaram juntos em diversas produções, entre as quais "Aviso aos Navegantes" e "Aí vem o Barão".

Outros grandes comediantes de sucesso atuaram com destaque nos anos 1950: Ankito, Dercy Gonçalves, Wilson Grey, Zé Trindade e José Lewgoy.

Um tipo original foi criado pelo comediante Mazzaropi, que encarnou o caipira simplório, de grande empatia com o público. "Sai da Frente", "Nadando em Dinheiro" e "Candinho" foram alguns de seus filmes de destaque.

Vera Cruz
A Companhia Cinematográfica Vera Cruz foi fundada em 1949 por um grupo de empresários de São Paulo e tinha como objetivo criar um projeto cultural nacional. Os estúdios da Vera Cruz, em São Bernardo do Campo, em São Paulo, contavam com equipamentos sofisticados e deram um padrão internacional para o cinema brasileiro.

O primeiro filme realizado pela Vera Cruz foi "Caiçara", dirigido pelo italiano Adolfo Celi. A companhia Vera Cruz durou apenas alguns anos, mas produziu muitos filmes importantes para o cinema brasileiro, como "O Cangaceiro", dirigido por Lima Barreto e lançado em 1953.

A implantação de um star-system brasileiro, em que grandes estrelas ajudam a promover os filmes, foi iniciada pela companhia Vera Cruz. Foram produzidos dramas no estilo de Hollywood, estrelados por atores como Tonia Carreiro e Anselmo Duarte.

No início da década de 1960 o cinema brasileiro obteve reconhecimento no exterior com o filme "O Pagador de Promessas", que se tornou um clássico da cinematografia nacional. O filme, dirigido por Anselmo Duarte, ganhou a Palma de Ouro do prestigioso Festival de Cannes, na França.



*Heidi Strecker é filósofa e educadora.

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