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Artes

Happening, performance e body art

Artes visuais ultrapassam os suportes clássicos

Valéria Peixoto de Alencar*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação
No início do século 20, quando as vanguardas européias passaram a questionar a arte produzida pela academia e, por que não dizer, questionar a própria arte, elas estavam iniciando um caminho que possibilitaria a proposição de novos suportes para as artes visuais - novas formas de produção artística que iam além da pintura na tela, ou da escultura em mármore ou bronze, por exemplo.

O que veremos aqui são algumas manifestações e suportes inusitados de artistas contemporâneos para expressão visual: o happening e a performance.

Relação com o teatro

Essas duas formas de expressão nas Artes Visuais apresentam uma estreita relação com o teatro.

Segundo o poeta e artista plástico Jean Jacques Lebel, o happening "é arte plástica, mas sua natureza não é exclusivamente pictórica, é também cinematográfica, poética, teatral, alucinatória, social-dramática, musical, política, erótica e psicoquímica. Não se dirige unicamente aos olhos do observador, mas a todos os seus sentidos".

O happening (ou acontecimento) diferencia-se da performance pela fundamental participação do público, o que gera um caráter de imprevisibilidade. No que se refere à performance, ela é mais cuidadosamente elaborada e pode ou não ter a participação dos espectadores. Neste último caso, a performance pode ser registrada e documentada em fotografia e/ou vídeo - e este ser o produto do trabalho a ser exibido.

O termo happening foi utilizado como modalidade artística pela primeira vez, em 1959, pelo artista Allan Kaprow. Outros artistas importantes são Claes Oldenburg e o compositor John Cage.

A performance como modalidade artística surgiu na década de 1960, com o grupo Fluxus. Um artista muito importante deste grupo foi o alemão Joseph Beuys.

Reprodução
Joseph Beuys. Eu amo a América e a América me ama, 1974

Na performance Eu amo a América e a América me ama, Beuys ficou por três dias sob um feltro em uma sala com um coiote. O coiote é um pequeno lobo, considerado como um símbolo mágico por alguns povos indígenas norte-americanos. O contato que o artista tenta estabelecer com o animal pode levar a diversas interpretações e pensamentos, como, por exemplo, a invasão das terras indígenas e o extermínio dessas populações versus a idéia de "América, a terra das oportunidades"...

No Brasil, alguns dos artistas que se destacaram ou continuam se destacando em happenings e performances são Flávio de Carvalho, Wesley Duke Lee, José Aguilar, Nelson Leirner, Carlos Fajardo, entre outros.

Body art

Body art, ou a arte do corpo, não se limita apenas a fazer algumas tatuagens. O artista do corpo utiliza a si próprio como suporte para expressar suas idéias. O corpo é encarado em sua materialidade (sangue, suor, química e física do corpo), como um vasto campo de possibilidades criativas.

Tatuagens, maquiagens, escarificações, travestimento, etc. são formas de modificar o corpo.

Reprodução
Youri Messen-Jaschin. Halloween, 1998

Em alguns casos, a body art pode assumir o papel de ritual ou apresentação pública, aproximando-se de outras formas de manifestações, como o happening e a performance. Outras vezes, sua comunicação com o público se dá através de documentação, por meio de vídeos ou fotografias.

Sugestão de leitura:

Arte contemporânea - como entender o seu sentido?

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