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Artes

Rococó

Estilo refletiu elegância da aristocracia

Valéria Peixoto de Alencar*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação
O Rococó foi um movimento artístico europeu que surgiu primeiramente na França, no final do século 17 e início do 18, momento em que esse país se tornou a nação mais poderosa da Europa - em termos militares e, também, culturais. Naquela época, Paris tomou de Roma o título de capital das artes plásticas.

Rococó é um termo que vem da palavra francesa rocaille, que significa "concha" e, também, a técnica de incrustação de conchas, pedrinhas e fragmentos de vidro, com que se enfeitam grutas artificiais. Foi um estilo que era um desenvolvimento do Barroco e também uma reação.

O estilo grandioso do Barroco, com suas formas curvas, exageradas e excessivamente ornamentadas, não correspondia à elegância da aristocracia e da burguesia emergentes da França; elegância, aliás, que se fazia notar inclusive com a ascensão ao trono de Luís 15, que mudou a corte de Versalhes para Paris.

Pintura

Observe a imagem a seguir:

Reprodução
Jean-Antoine Watteau. Embarque para Citera, 1717. Óleo sobre tela.

Perceba que, em contraste com o Barroco, as cores do Rococó são leves e vivas, o branco e os tons claros de rosa, azul e verde surgem substituindo as cores sombrias e o excesso de dourado típicos do Barroco. Watteau é considerado o primeiro grande pintor do Rococó - e, na obra acima, apesar de ser possível perceber a presença de alegorias de anjos, o tema central é a nobreza. Isso porque, para alguns historiadores da Arte, o Rococó surgiu quando o Barroco se libertou da temática religiosa.

Outro importante pintor Rococó é Jean-Honoré Fragonard:

Reprodução
Fragonard. O balanço, 1767-1768. Óleo sobre tela.

Fragonard gostava muito de representar a natureza de forma idealizada, um tema que surgirá com força mais tarde, no Romantismo. Na obra acima, O balanço, observe como a figura humana praticamente se funde com o cenário, a forma do vestido da jovem que balança se assemelha aos galhos e copas das árvores.

Novamente percebemos cores claras, alegorias e o enfoque sobre a vida profana da aristocracia, características do Rococó.

Arquitetura e decoração

Da mesma forma que percebemos tais características na pintura, também a arquitetura se adaptou ao Rococó: é o que se costuma chamar de Estilo Luís 15. Nessa época, notamos a decoração se transferir das igrejas e palácios para as salas privadas.

Os objetos de decoração também passaram a ser valorizados, com destaque para as porcelanas, que, a partir de 1710, começaram a ser fabricadas na Europa - e não mais importadas do Oriente.

Reprodução

A partir de 1756, a Manufatura Real de Porcelana de Sèvres passou a produzir as mais finas porcelanas em grande escala. Assim, a cidade de Sèvres, no norte da França, ficou famosa por produzir peças de estilo Rococó, como este jarro, de 1812, que pertenceu à duquesa de Montebello.
*Valéria Peixoto de Alencar é historiadora formada pela USP e mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Unesp. É uma das autoras do livro Arte-educação: experiências, questões e possibilidades (Editora Expressão e Arte).
Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012

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