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25/01/2008 - 16h05

Crise econômica (1)

Recessão nos EUA gera insegurança no mundo

Manuela Martinez*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação
Divulgação/NYSE

Sala de pregão da Bolsa de Valores de Nova York ou New York Stock Exchange

Maior economia do mundo, os Estados Unidos iniciaram 2008 sob ameaça de uma forte recessão. Para conter a crise, que derrubou as principais Bolsas de Valores do planeta, o presidente George W. Bush anunciou um pacote de US$ 150 bilhões (1% do PIB do país) e o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) promoveu um corte histórico na taxa básica de juros, de 0,75% ponto percentual (o maior desde agosto de 1982).

Os economistas chamam de recessão um período em que a economia de uma determinada região ou país deixa de crescer. Ocorre uma redução das atividades comerciais e industriais. Assim, diminui o ritmo da produção e do trabalho. É uma época em que o desemprego aumenta e os salários caem, pois os empresários precisam produzir menos e reduzir os custos que têm com a manutenção de suas empresas.

Você pode se perguntar em que uma recessão nos Estados Unidos pode interferir na economia brasileira e mundial. Na verdade, ninguém pode dizer com exatidão em que medida a situação norte-americana pode provocar estragos em outros países.

Porém, a economia do mundo atual baseia-se em relações de interdependência. Grande parte das exportações brasileiras, por exemplo, vão justamente para os Estados Unidos que, com a recessão, pode reduzir suas importações.

A grande depressão de 1929

Um exemplo extremo de uma crise econômica nos Estados Unidos foi a grande depressão (uma recessão intensificada), que provocou uma catástrofe na economia mundial entre 1929 e 1934. No começo da segunda metade da década de 20 do século passado, a economia norte-americana estava em franca ascensão e o país recebia muitos investimentos estrangeiros.

As ações nas principais Bolsas dos Estados Unidos não paravam de subir. O crescimento do mercado financeiro, porém, não correspondia a um desenvolvimento real das empresas. No dia 24 de outubro de 1929, que ficou conhecido como a "quinta-feira negra", os investidores começaram a vender as suas ações de forma desenfreada, tentando evitar prejuízos.

As cotações da maioria das ações sofreram uma queda de 90% e os grandes investidores suspenderam os seus projetos no país. Durante uma semana, as cotações não pararam de cair. Naquela época, os Estados Unidos já detinham a principal posição da economia do mundo, o que contribuiu para dar uma dimensão mundial à crise.

New Deal

No começo, a reação à crise do governo dos Estados Unidos, sob a presidência de Herbert Hoover, foi muito tímida. Com a chegada de Franklin Delano Roosevelt ao poder, em 1933, a situação econômica dos Estados Unidos passou por uma profunda alteração. Roosevelt criou as condições necessárias, com o "New Deal" (Novo Acordo), um conjunto de medidas econômicas que aumentava a participação do Estado na economia do país.

Assim, após mais de quatro anos sem perspectivas de voltar a se desenvolver, os Estados Unidos saíram da "grande crise" e, aos poucos, recuperaram a sua liderança na economia mundial. Com os fundamentos econômicos preparados pelo governo do presidente Roosevelt, o país, mesmo participando de uma Guerra Mundial (a Segunda), manteve sua posição de destaque no cenário mundial, pelas décadas seguintes.

Caráter cíclico

Convém lembrar que situações de recessão como essas parecem ter caráter cíclico e que seus desdobramentos não são previsíveis. Em 2001, ante a ameaça de uma nova recessão norte-americana, os principais mercados financeiros do mundo viveram momentos de grande turbulência.

No entanto, o governo norte-americano conseguiu criar medidas que evitaram a crise e a economia do país conheceu um novo ciclo de crescimento. O momento de incerteza atual decorre principalmente do fato de não se saber ao certo se as medidas adotadas pelas autoridades dos Estados Unidos serão suficientes para reverter a situação.
*Manuela Martinez é jornalista e publicitária.
Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012

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