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04/09/2008 - 15h45

Imprensa escrita

Internet tem sido aliada e não concorrente dos jornais

Antonio Carlos Olivieri*
Da Página 3 Pedagogia & Comunicação
Página 3

No Brasil os grandes grupos de comunicação tem consolidado a audiência também no mundo on-line

A queda contínua do preço dos computadores e do acesso à Internet, assim como a expansão do crédito para as camadas mais populares são, segundo os especialistas, fatores decisivos para o aumento contínuo do número de pessoas conectadas à rede no Brasil. Levantamento do Ibope/NetRatings mostra que a quantidade de brasileiros com acesso residencial à web passa dos 35 milhões. O país tem a população que fica mais tempo conectada (cerca de 23 horas/mês) no mundo, com três horas/mês à frente da Alemanha, o segundo colocado.

Diante desses números e do fato de que a Internet consolida-se cada vez mais enquanto veículo de comunicação, muita gente pensa ou diz que ela está suplantando os veículos convencionais, como o jornal impresso, por exemplo, que estaria às vésperas de se tornar obsoleto. O 7º Congresso Brasileiro de Jornais, acontecido em agosto de 2008 em São Paulo (SP), revelou que isso está longe de ser verdade.

O mercado brasileiro de publicações periódicas - não só os jornais, mas também as revistas - está passando por um momento de expansão. No primeiro semestre de 2008, por exemplo, os jornais obtiveram o melhor resultado em termos de faturamento publicitário dos últimos oito anos, atingindo um total de R$ 1,6 bilhão. A cifra ganha ainda mais relevância quando se considera que os jornais são a segunda maior fatia do bolo publicitário nacional, com participação de 17,3%.

Perspectivas de expansão

Há 3 mil títulos de jornal em todo o país, dos quais 500 são diários (por título, entende-se o nome do periódico, como "Folha de S. Paulo" ou "O Globo", por exemplo). As perspectivas são de que esses números aumentem, acompanhando as projeções de crescimento do país que, para as expectativas moderadas, deve seguir uma média de 3,4% ao ano. A tendência é ampliar tiragens, conquistando os leitores jovens da nova classe média que está se formando no Brasil.

Em vez de atrapalhar, a Internet tem se mostrado uma aliada do jornal impresso. Os grandes grupos de comunicação tem consolidado a audiência no mundo on-line, competindo com os maiores portais ou ainda atuando em parceria com eles. Se as novas mídias mudam a maneira pela qual as pessoas consomem notícias, os veículos têm de se adaptar, tornando-se multimídia.

Um exemplo significativo dessa tendência ocorreu durante as Olimpíadas de Pequim. De um modo geral, os grandes jornais cobriram os eventos em tempo real através da rede, registrando sumariamente os fatos principais e reservando os cadernos de suas edições impressas para informações mais detalhadas, comentários e análises.

Formato físico e palpável

Aliás, as análises das notícias constituem um dos principais atrativos dos jornais impressos, conforme revelou no 7º. Congresso, um estudo realizado pela empresa de pesquisa Ipsos-Marplan. De acordo com os dados do levantamento, o jornal atrai os leitores pela profundidade das informações e pela análise dos assuntos do dia-a-dia, bem como pelo texto de profissionais renomados, que aportam credibilidade ao veículo. Mas é interessante constatar que o formato físico e palpável do jornal ainda é apontado como um de seus grandes atrativos.

A presidente da Associação Nacional de Jornais, Judith Brito, diretora superintendente do Grupo Folha, declarou que os jornais brasileiros devem "usufruir do crescimento presente, enquanto se prepara para cenários futuros, que incluem a consolidação dos negócios na Internet". Para ela, os desafios dos jornais impressos nos próximos anos são: "prosseguir no crescimento da circulação, aumentar a participação no bolo publicitário e tornar o jornalismo na Internet uma operação sustentável".

No âmbito das revistas, uma pesquisa da Associação Nacional das Editoras de Publicações revelou que o mercado passa por um processo de segmentação, isto é, do avanço das publicações destinadas a públicos específicos. O setor vai bem e conta com cerca de mil editoras responsáveis pela publicação de 2,6 mil títulos, com tiragem anual de 1,3 bilhão de exemplares.
*Antonio Carlos Olivieri é escritor, jornalista e diretor da Página 3 Pedagogia & Comunicação. olivieri@pagina3ped.com
Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012

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