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28/03/2008 - 09h25

Trânsito

Congestionamentos se agravam nas metrópoles do país

Manuela Martinez*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação
Página 3

Congestionamentos de até 150 km já são constantes em São Paulo

As maiores cidades do Brasil têm um problema em comum, além da violência e do desemprego: os congestionamentos diários. Nos últimos dez anos, a frota de veículos do país passou de 30 milhões para 50 milhões, um aumento de 66.6%.

No mesmo período, poucas obras de infra-estrutura - abertura de novas ruas e avenidas, aumento das faixas nas pistas e investimento no transporte de massa - foram realizadas pelas prefeituras, Estados ou pelo governo federal.

Apenas para exemplificar, ainda na última década, o número de ônibus nas nove maiores capitais brasileiras caiu 9%, enquanto a quantidade de passageiros transportados foi aumentada em 25%.

Além desses fatores, os especialistas em trânsito apontam outros motivos para justificar os constantes engarrafamentos: a facilidade para a obtenção de crédito bancário e os planos de financiamento oferecidos pelas concessionárias de automóveis - as principais montadoras instaladas no Brasil comercializam os seus modelos em até 72 meses (seis anos).

Mais carros do que bebês

Em São Paulo, a maior cidade do país, os engarrafamentos, que irritam pedestres e motoristas, podem ser explicados de uma maneira mais simples: o número de carros novos que entram em circulação todos os dias (800) é maior do que o nascimento de bebês a cada 24 horas (500).

A situação caótica do trânsito brasileiro preocupa o governo federal, principalmente depois que o país foi confirmado pela FIFA como sede da Copa de 2014. No começo deste mês, o ministro das Cidades, Márcio Fortes, afirmou que existem estudos para a criação do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) do Trânsito.

Londres e Paris

Mesmo sem a realização de grandes obras, algumas cidades importantes do mundo têm enfrentado com sucesso os problemas do trânsito. Em Londres, Inglaterra, os motoristas que circulam no centro têm que pagar cerca de R$ 35 (preço de março de 2008). Apenas com a adoção dessa medida, houve uma redução de 30% no número de carros circulando nas regiões centrais da capital inglesa.

Em Paris, pelo menos 10 mil bicicletas públicas foram instaladas em 750 pontos. Quem quer fugir dos engarrafamentos de uma das cidades mais visitadas por turistas em todo o mundo gasta muito pouco: por R$ 2,64 (valor de março de 2008) pode retirar a bicicleta em um ponto e devolvê-la em outro, no prazo máximo de uma hora.

Exemplo colombiano

O governo de Cingapura é menos tolerante em relação aos congestionamentos: o proprietário de um automóvel tem de pagar uma licença de R$ 21 mil, valor muito alto para os padrões econômicos da maioria da população do país asiático.

Na América do Sul, Bogotá, capital da Colômbia, privilegiou o transporte coletivo como forma de combater os engarrafamentos. Na cidade, os corredores de ônibus das principais ruas e avenidas contam com pista dupla para facilitar as ultrapassagens.

Com isso, a velocidade média dos ônibus na cidade é de 27 km/hora. Em São Paulo, cidade muito maior do que Bogotá, os ônibus trafegam com uma velocidade média muito inferior _apenas 12 km/hora.

Poluição do ar

O trânsito caótico nas grandes metrópoles também traz um outro prejuízo para seus habitantes: a poluição. Projeções feitas por empresas e organizações que trabalham com o meio ambiente mostram que, se medidas alternativas não forem adotadas com urgência em São Paulo, para combater os problemas causados pelo excesso de veículos, o ar da maior cidade brasileira será um dos piores do mundo, muito semelhante ao de Cubatão (SP), nas décadas de 70 e 80.

Na época, esta cidade próxima ao porto de Santos (SP) ficou conhecida como o "Vale da Morte" por causa da poluição. Somente com a implantação de uma legislação ambiental mais rigorosa e a mudança de mentalidade dos empresários é que a Prefeitura de Cubatão resolveu o problema.
*Manuela Martinez é jornalista e publicitária.
Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012

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