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Proposta de

Amar pode levar ao crime ou quem ama não mata?

Será realmente o sentimento amoroso que faz alguém perder a cabeça e partir para o assassinato? É bem provável que não, apesar de a resposta a essa pergunta depender muito da perspectiva com que se analisam os fatos. Enfim, por que tantos crimes passionais são cometidos em nome do amor? Em 13 de outubro de 2008, o jovem Lindemberg Alves seqüestrou e, depois de 100 horas de cativeiro, matou Eloá Cristina Pimentel, 15 anos. Ele não se conformava com o fim do namoro entre os dois. Outros casos semelhantes a esse têm ocorrido no Brasil e no mundo. Que tipo de amor é esse? Quem ama não mata? Como se explica essa violência, no seu ponto de vista?

Leia as redações avaliadas

Elabore uma dissertação considerando as ideias a seguir:

Crimes passionais no Brasil


José Cruz/ABr

Prisão de Lindemberg Alves, que seqüestrou e matou a ex-namorada Eloá Pimentel

O caso de Lindemberg Alves está longe de ser único. Tragédias semelhantes já ocorreram antes em diversos estratos sociais e até com pessoas famosas. No ano 2000, o jornalista Antônio Pimenta Neves, 63, matou com vários tiros a ex-namorada, Sandra Gomide, 32, que lhe dera o fora. Em 1976, o playboy Doca Street matou, em Búzios (RJ), a socialite mineira Ângela Diniz. "- Matei por amor" disse ele à imprensa na época. Foi absolvido no primeiro julgamento, o que causou extremo impacto na sociedade brasileira. Dorinha Duval, atriz da Rede Globo (a Cuca do Sítio do Pica-Pau Amarelo) matou, em 1980, o marido, Paulo Sérgio, 16 anos mais novo.

Eles estão perto de nós


"Eles vivem entre nós, parecem fisicamente conosco, mas são desprovidos deste sentido especial: a consciência. (...). No entanto, esses indivíduos verdadeiramente maléficos e ardilosos utilizam "disfarces" tão perfeitos que acreditamos piamente que são seres humanos como nós. Eles são verdadeiros atores da vida, que mentem com a maior tranqüilidade, (...) e assim conseguem deixar seus instintos maquiavélicos absolutamente imperceptíveis aos nossos olhos e sentidos...(...)."

[Drª. Ana Beatriz Barbosa Silva, psiquiatra carioca, autora do livro "Mentes Perigosas", Rio de Janeiro, Fontanar, 2008].

Ligações perigosas


"Depois do caso Eloá, em que a adolescente foi seqüestrada pelo ex-namorado ciumento e a história acabou em tragédia, e do rompimento de Luana Piovani com Dado Dolabella, que teria agredido a atriz numa casa noturna, uma luz vermelha acendeu na cabeça de muitos adolescentes: qual é o limite do ciúme? Será que meu namorado (ou namorada) chegaria a esse ponto? E o que eu faria nessa situação?"

[Folha de S. Paulo, Folhateen, 10/11/08.]

"Eu amava ela"


"Um (tiro) foi eu que dei. Eu lembro que eu dei um na Eloá. Depois da bomba, eu não vi mais nada. Só consegui ouvir os gritos. A intenção era de ficar o máximo de tempo possível com ela, porque eu amava ela. Eu não tava pensando que a polícia ia lá, nem nada. Eu tava pensando em curtir cada minuto com ela, do lado dela. Só beijo no rosto, ela me beijava no rosto. Chorava, chorava... Chorou umas duas vezes. Eu trancava ela no quarto. Ela dormia no quarto, eu dormia no sofá e a Nayara no colchão na sala. Eu sabia que ia para a cadeia."

[Depoimento de Lindemberg Alves. Veja.com// Brasil. 21/10/08. www.veja.abril.com.br]

Filosofia


"Todo amor que não é compaixão é amor-próprio."

[Arthur Schopenhauer, em "O Mundo como Vontade e como Representação", São Paulo, Editora Unesp, 2005]

Observações


  • Seu texto deve ser escrito em língua portuguesa;
  • Não deve estar redigido em forma de poema (versos) ou narração;
  • A redação deve ter no mínimo 15 e no máximo 30 linhas escritas;
  • Não deixe de dar um título a sua redação;
  • Envie seu texto até o dia 23 de dezembro de 2008;
  • Confira as redações avaliadas a partir de 5 de janeiro de 2009.

    Elaboração da Proposta


    Profa. Dra. Márcia Lígia Guidin
  • Tendo como base as ideias apresentadas nos textos acima, os inscritos fizeram uma dissertação sobre o tema Amar pode levar ao crime ou quem ama não mata?

    Leia as redações avaliadas
    Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012

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