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Proposta de Maio de 2010

"Pulseiras do sexo": proibir pode ser solução eficaz?

Em São Paulo (SP), dois vereadores da capital e uma deputada estadual apresentaram projetos para proibir o uso das chamadas "pulseiras do sexo" nas escolas e até a comercialização da bijuteria. Algumas cidades, como Manaus (AM) e Maringá (PR), já instituíram a proibição. Segundo seus propositores, a medida se tornou necessária após o estupro de uma adolescente em Londrina (PR), supostamente motivado pelo uso de uma das tais pulseirinhas. Muita gente concorda com eles, mas a questão é, decerto, polêmica, até porque não fica absolutamente claro o que a proibição pode resolver. A coletânea que segue traz informações e opiniões sobre a questão. Depois de ler e refletir sobre elas, apresente a sua opinião: proibir pode ser uma solução eficaz? Para quê?

Leia as redações avaliadas

Elabore uma dissertação considerando as ideias a seguir:


Página 3


A força do fato


"Uma menina de 13 anos foi estuprada em Londrina (PR) por quatro adolescentes depois de ter arrebentado um acessório conhecido como "pulseira do sexo". O adereço faz parte de uma espécie de jogo em que cada cor representa um ato afetivo ou sexual. Em teoria, a pessoa que teve a pulseira arrebentada precisa cumprir o que comanda aquela cor. Este não é o primeiro caso registrado em Londrina, mas é o mais grave. O delegado-chefe da 10.ª Subdivisão Policial, Sérgio Barroso, disse que um inquérito foi aberto para apurar os fatos. Segundo ele, a adolescente usava o adereço, quando foi abordada próximo ao Terminal Central Urbano, na semana passada. Ao ter uma das pulseiras arrebentadas, a de cor preta, a menina ficaria obrigada pelo jogo a ter relações sexuais com quem a rompeu."

[Jornal de Londrina, 30/03/2010]



Disponibilidade sexual


"As pulseiras sinalizam uma disponibilidade sexual aparentemente fácil, mas difícil de se assumir e absurda, mesmo entre adultos bem resolvidos. No pulso desses jovens, tornam-se uma autoameaça à integridade física, psíquica e moral. [...] Vetar o comércio e o uso não atinge o âmago da questão, apesar de ser uma tentativa honesta de debelar o mal pela raiz. Porém, pode até estimular o uso camuflado ou gerar polêmica. [...] Essa sociedade negligencia, quando contempla atônita e não decodifica que as pulseiras algemam, tornando os jovens presas fáceis de um modismo insensato, um comportamento de grupo autodestrutivo."

[Carmita Abdo, psiquiatra e professora do Departamento de Psiquiatria da USP, Folha de S. Paulo, 11 de abril de 2010]



Cartas de leitores


1) "Sou a favor da proibição das pulseirinhas do sexo. Sexo é uma parte importante da vida adulta e deve ser encarado com respeito, que começa pelo respeito ao próprio corpo. A maturidade emocional certamente fará as adolescentes entenderem que a proibição do uso e venda foi para protegê-las. A palavra sexo não é tabu, mas não é brincadeira. Por que não ensinamos a educação afetiva junto com a educação sexual? O amor, seja ele filial, fraternal ou com interesse sexual, orienta para uma vida melhor."

2) "Proibir pulseiras é falso moralismo e conivência com o crime. Tendo em vista as propostas que visam proibir que adolescentes usem determinadas pulseiras de plástico colorido, devido à ocorrência de crimes contra meninas em que os delinqüentes teriam alegado uma suposta conotação sexual desses adereços, sinto-me no dever de manifestar a mais profunda indignação e revolta contra essa odiosa inversão de valores."

3) "Perfeito. Tem que proibir mesmo, pulseiras, celulares, bonés. Escola é para estudar, se preparar para o futuro. Daria uma sugestão: mudar também a lei para quem agride profissionais de educação: Se o aluno for maior, cadeia nele, mas se for menor punir os pais do transgressor que não souberam educar o malandro. Nota 1000."

[De jornais e da internet]



Carimbo de mulher-objeto


"Em casa ou na escola, tudo do que as adolescentes não precisam é se sentirem oprimidas. Estabelecer regras e impor certos limites é fundamental, mas elas necessitam igualmente de carinho e, principalmente, de espaço para falar o que sentem. É dessa forma que as pulseiras voltarão a significar apenas um adorno, em vez de um carimbo de mulher-objeto".

[Albertina Duarte Takiuti, ginecologista, coordenadora do Programa de Saúde da Adolescente, Secretaria de Estado da Saúde (SP), em O Estado de S. Paulo, 11,04/2010)



Observações


 

 

  • Seu texto deve ser escrito na norma culta da língua portuguesa;
  •  

     

     

  • Deve ter uma estrutura dissertativa;
  •  

     

     

  • Não deve estar redigido em forma de poema (versos) ou narração;
  •  

     

     

  • A redação deve ter no mínimo 15 e no máximo 30 linhas escritas;
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  • Não deixe de dar um título a sua redação;
  •  

     

     

  • Envie seu texto até o dia 25 de maio de 2010;
  •  

     

     

  • Confira as redações avaliadas a partir de 1 de junho de 2010.

    Elaboração da Proposta


    Página 3 Pedagogia & Comunicação
  •  

    Tendo como base as ideias apresentadas nos textos acima, os inscritos fizeram uma dissertação sobre o tema "Pulseiras do sexo": proibir pode ser solução eficaz?

    Leia as redações avaliadas
    Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012

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