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Proposta de novembro de 2009

Idosos em nossa sociedade: valorizados, desvalorizados ou privilegiados?

Com o "envelhecimento" da população brasileira, tem-se falado muito da importância do bem-estar dos idosos. Em sociedades como a indiana e a japonesa, por exemplo, o velho é a figura mais importante da família e da comunidade. No Brasil, alguns sociólogos afirmam que, se um país precisa de um "estatuto dos idosos" (ou seja, de uma lei) para lembrar a respeitabilidade deles, isso indica que algo está muito errado... Por outro lado, há tantos privilégios sociais em torno da "terceira idade" (meias-entradas, ausência de filas, empréstimos especiais) que os "não velhos" se consideram prejudicados. Qual é sua opinião: o idoso, no Brasil - com ou sem rendimentos próprios - é valorizado, desrespeitado ou privilegiado?

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Redação

Aluno:***

Idade:***

Colégio:***

2,0

A experiencia [experiência] em desuso

Os idosos[,] quase que em sua totalidade, apesar de anos de experiencia [experiência] que carregam, são constantemente esquecidos pela sociedade em que vivem, dito [ditos] apenas como indivíduos de um passado remoto sem valor. Os anos que carregam trazem consigo sabedoria, esta é facilmente contornada pelos cabelos brancos que trazem em seu corpo, cansado e cicatrizado pelo longos anos de trabalho vivido, onde o esforço passado não [lhes] garante-lhes um bom tratamento, nem mesmo um lar junto da família, apenas uma aposentadoria que não os [lhes] permite luxo algum, apenas o pagamento de alguns remédios que lhes permite apenas viver.

O estatuto do idoso [Estatuto do Idoso] busca garantir acessibilidade e dignidade para estes, [eles] mas a população se revolta pelos [com os] poucos privilégios oferecidos aos idosos[,] atendimento prioritário, em bancos, hospitais, filas e outros, é muito pouco, eles se esquecem que estão envelhecendo dia-a-dia e que um dia vão achar a aposentadoria insuficiente, as filas desgastantes, o atendimento médico precário e a população alheia a [à] fragilidade deste [deles], esquecem[,] pois[,] que o melhor vinho é aquele guardado a [há] décadas, que pedras valiosas gastam [levam] centenas de anos para se formarem, que a vasta idade não o julga ultrapassado ultrapassado, e sim experiente de enorme sabedoria.

O idoso é desvalorizado também profissionalmente, apesar dos anos trabalhados estes perdem seu valor, quando comparados com os anos vividos, a sabedoria adquirida não os ajuda não hora de conseguir um emprego de carteira assinada ela é simplesmente substituída pela agilidade da menor idade.

Em suma, os idosos em nossa sociedade, vem [vêm] sendo esquecidos e substituídos a todo momento,o numero de asilos vem crescendo, o amor familiar e o respeito diminuindo, discriminados pela população apenas resta para estes [eles] as lembranças guardadas de experiencias [experiências] passadas que agora lamentavelmente se encontram em desuso.

Comentário geral

O texto traduz a indignação do autor diante da desconsideração da sociedade com o idoso. A indignação, porém, é tanta que o texto fica prejudicado em sua organização lógica. Percebem-se mais os sentimentos do autor do que seus argumentos racionais em defesa de uma tese. Isso se dá sobretudo em função de um uso incorreto da pontuação, o que serve para desorganizar ainda mais uma sintaxe que já é confusa. Faça um roteiro antes de começar, separe as ideias e estabeleça uma hierarquia entre elas. Não escreva num único impulso, como se estivesse desabafando. O problema que você aponta pode ser terrível - mesmo assim, é preciso saber expô-lo de maneira objetiva e racional.

Aspectos pontuais

1) O trecho em vermelho no primeiro parágrafo é marcado pelo exagero, que chega a ser quase piegas. Além disso, há um trecho incompreensível devido ao uso inadequado do verbo "contornar". O que o autor quis dizer, quando fala que a "sabedoria" é "contornada pelos cabelos brancos"?

2) Segundo parágrafo: a) "Acessibilidade" é um problema mais relacionado ao deficiente físico do que ao idoso. Melhor seria usar o termo "inclusão". b) Além dos problemas de pontuação, num período enorme como esse, o texto fala em "população" (singular), muda para "eles" (plural) e volta para "população", o que torna sua compreensão ainda mais difícil. c) O "vinho guardado há décadas", a "vasta idade" e "experiente de enorme sabedoria" são expressões subjetivas que resvalam para o lugar-comum e a redundância.

3) Terceiro parágrafo: Não dá para entender a comparação entre os "anos trabalhados" e os "vividos". O argumento aqui parece ser um só: a experiência do idoso não é valorizada. Todo o resto só confunde o leitor.

4) Último parágrafo: vírgula separando sujeito de predicado é um erro primário.

Competências avaliadas

CompetênciaNota
1.Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita.0,5
2.Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.0,5
3.Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.0,5
4.Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.0,5
5.Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural.0,0
Total 2,0

Desempenho do aluno em cada competência

Nota 2,0 - Satisfatório Nota 0,5 - Fraco
Nota 1,5 - Bom Nota 0,0 - Insatisfatório
Nota 1,0 - Regular
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Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012

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