Crítico literário alemão

August Wilhelm Schlegel

8 de setembro de 1767, Hannover (Alemanha)<br>12 de maio de 1845, Bonn (Alemanha)​





Autor Da Página 3 Pedagogia & Comunicação




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    Schlegel destacou-se como tradutor das peças de Shakespeare para o alemão

    Schlegel destacou-se como tradutor das peças de Shakespeare para o alemão

August Wilhelm Schlegel estudou filosofia clássica e estabeleceu-se em 1796 como professor da Universidade Jena, casando-se com a espirituosa Caroline Michaelis (1763-1809), que se divorciou dele em 1803 para casar com o filósofo Schelling.

Profundamente influenciado por Caroline, Schlegel escreveu as críticas magistrais sobre as Elegias romanas e Hermann e Dorothea, de Goethe, que foram depois incluídas no volume de co-autoria com seu irmão Friedrich Schlegel, Interpretações e críticas.

A partir de 1804 foi companheiro constante de Madame de Staël, vivendo com ela em Coppet, na Suíça, e acompanhando-a nas viagens. Depois da morte da escritora, foi nomeado professor da Universidade de Bonn, em 1818.
 

Romantismo

A. W. Schlegel foi um dos críticos literários mais influentes de sua época, um dos chefes do primeiro movimento romântico, que ele lançou em Berlim, em 1801, na obra Preleções sobre literatura e arte.

Entre 1809 e 1811 pronunciou em Viena as conferências que formam o bloco da sua obra mais importante, Sobre literatura e arte dramática: interpretações originais de tragédias gregas, crítica demolidora do teatro de Racine e, sobretudo, pontos de vista inteiramente novos sobre a arte de Shakespeare, coincidindo com os de Coleridge.
 

Traduções

Insignificante como poeta, A. W. Schlegel foi um tradutor excepcionalmente dotado. Sua tradução de 17 peças de Shakespeare, mais tarde completada por Dorothea Tieck e Wolf Baudissin, sob a supervisão de Ludwig Tieck, é a melhor tradução do escritor inglês para qualquer língua, literal e ritmicamente fiel e, ao mesmo tempo, uma grande obra poética em alemão. Não é muito inferior a tradução de várias peças de Calderón.

No volume Flores da poesia italiana, espanhola e portuguesa, de 1804, A. W. Schlegel introduziu na língua alemã poesias de Petrarca, Tasso, Garcilaso, Lope de Vega e Camões.
 

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