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Biografias


Cleópatra Rainha do Egito

69 AC, Alexandria

30 AC, Alexandria

Da Redação<br>Em São Paulo

2005-08-01T18:38:00

01/08/2005 18h38

Atualizado em 14/02/2013, às 8h39.

Uma das personagens mais marcantes da dinastia lágida, Cleópatra (nome de sete rainhas do Egito) foi sucessivamente esposa de seus irmãos Ptolomeu 13 (morto em 47 AC) e Ptolomeu 14 (morto em 44 AC). Subiu ao trono em 51 AC, após a morte do pai, Ptolomeu 12º, e só o deixou com a sua morte, em 30 AC. A sua relação com os irmãos e maridos foi sempre muito conturbada, a ponto de causar instabilidade política no país.

Cleópatra sempre foi uma mulher extremamente vaidosa e preocupada com o luxo. Costumava apresentar-se em público com joias de ouro e pedras preciosas (diamantes, safiras, esmeraldas e rubis), que ganhava de pessoas próximas ou encomendava para artesãos.

A luta pelo poder entre a rainha e seu irmão/marido fez com que Cleópatra pedisse ajuda para Roma. Inteligente e sedutora, Cleópatra dominava com perfeição a arte da conquista. Historiadores especializados no Egito antigo contam que, como presente a Julio César, Cleópatra se deixou embrulhar dentro de um tapete.

Ao desenrolar o presente, César ouviu a rainha dizer que tinha ficado encantada com as suas histórias amorosas e que, assim, resolveu conhecê-lo. Rapidamente, Julio César e Cleópatra tornaram-se amantes. Juntos, tiveram um filho, Cesárion, futuro Ptolomeu 15.

Muito atuante e com força política em Roma, Cleópatra somente retornou para Alexandria em 44 AC, após a morte de Julio César. Sem perder a sua grande vocação para a ambição, seduziu Marco Antonio, que controlava a parte oriental do Império Romano. Durante o período em que os dois permaneceram em Alexandria, tiveram dois filhos. Em troca, Marco Antonio devolveu ao Egito alguns territórios que estavam sob o domínio do Império Romano.

Inconformado com a ação, o Senado Romano declarou guerra à rainha do Egito. Derrotados por Otávio na Batalha de Ácio, em 2 de setembro de 31 AC, Cleópatra e seu último marido, Marco Antonio, fugiram para o Egito, onde cometeram suicídio - a rainha se deixou morder por uma serpente. Após as duas mortes, o Egito voltou a ser controlado por Roma.

Veja Errata.