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Biografias

James Monroe Presidente dos EUA entre 1817 e 1824

Da Redação<br>Em São Paulo

28/02/2004 12h34

O quinto presidente dos Estados Unidos da América, James Monroe, famoso por criar a doutrina que levba seu sobrenome, que prega o imperialismo norte-americano sobre os demais países do co0ntinente, nasceu em Westmoreland County, no Estado da Virgínia (como os primeiros presidentes do país). Monroe freqüentou a College of William and Mary, lutou com distinção no Exército Continental e praticou advocacia.

Como jovem político, ele se juntou aos antifederalistas na Convenção da Virgínia que ratificou a Constituição e em 1790 foi eleito ao Senado. Como ministro para a França em 1794-1796, ele exibiu forte simpatia pela causa francesa. Posteriormente, com Robert R. Livingstone, ele ajudou a negociar a compra da Louisiana.

Sua ambição e energia, juntamente com o apoio do presidente Madison, o tornaram o candidato republicano à presidência em 1816. Ele venceu facilmente a reeleição em 1820.

No início do seu governo, Monroe realizou uma viagem de "boa vontade". Mas a "boa vontade" não durou. Por toda a fachada do nacionalismo, surgiram feias rachaduras de secessão. A depressão econômica aumentou o desânimo do Território do Missouri em 1819, quando seu pedido de entrada para a União como um estado escravocrata foi rejeitado.

Uma emenda legal para a eliminação gradual da escravidão no Missouri gerou dois anos de amargo debate no Congresso. O Compromisso do Missouri solucionou a disputa, fechando um acordo de abstenção de votos do Missouri, um estado escravocrata, assim como do Maine, um estado livre, e proibindo para sempre a escravidão ao norte e ao oeste do Missouri.

A famosa "Doutrina Monroe", concebida nesta época, teve como lema a "América para os Americanos", numa referência à resistência a qualquer tentativa de recuperação das colônias americanas, que haviam conquistado sua independência nesta época, por parte das ex-metrópoles européias. Por outro lado, o que se viu progressivamente foi a substituição do imperialismo metropolitano pelo americano, assentado sobretudo na dominação econômica.

A Grã-Bretanha também era contra a reconquista da América Latina e sugeriu que os Estados Unidos se juntassem na proclamação de "hands off" (tire as mãos). Os ex-presidentes Jefferson e Madison aconselharam Monroe a aceitar a oferta, mas o secretário de Estado, John Quincy Adams, aconselhou que "seria mais sincero (...) reconhecer nossos princípios para Rússia e França, do que entrar como um escaler no rastro de um navio de guerra britânico".

Monroe aceitou o conselho de Adams. Ele alertou que não apenas a América Latina deveria ser deixada em paz, mas os continentes americanos, "pela condição de Estados livres e independentes que têm assumido e sustentam, não devem ser considerados, doravante, como sujeitos a futura colonização por nenhuma potência européia".

Com informações da The White House Historical Association