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Biografias

Luís de Freitas Branco
Compositor e musicólogo português
12-10-1890, Lisboa
27-11-1955, Lisboa

Do Klick Educação

Foi professor e subdiretor do Conservatório Nacional e diretor artístico da Academia de Amadores de Música. Durante a adolescência, recebeu aulas de Tomás Borba e, em 1910, partiu para Berlim, onde trabalhou com Humperdinck. Quando, em 1918, regressou a Lisboa, havia reunido conhecimentos fundamentais sobre as modernas escolas alemã, francesa e italiana. Da influência francesa havia já resultado o poema sinfônico Paraísos Artificiais (1910), com nítidas inspirações em Debussy e Ravel. No entanto, desde cedo se interessou pela música portuguesa, sendo devido ao seu profundo gosto e conhecimento da música renascentista portuguesa que se desenvolve em Portugal uma crescente atenção aos músicos desse período, como Carlos Seixas, e aos polifonistas dos séculos 15 e 16. Essa ligação com a música renascentista irá materializar-se em obras como Madrigais Camonianos (1935-1943) e Redondilhas de Camões (1943-1949). É ainda nessa vertente de ligação à música portuguesa que podemos inserir as Suítes Alentejanas (1920-1927), nas quais Freitas Branco explora a nota popular do folclore tradicional orquestrado de forma esplêndida. Dedicou-se aos mais variados estilos, compondo, entre outros gêneros, musica coral sinfônica, música orquestral, música de câmara e música religiosa. Luís de Freitas Branco exerceu ainda uma ampla atividade enquanto crítico, fundou e dirigiu a revista Arte Musical (1929-1948) e foi igualmente diretor da Gazeta Musical, fundada por Fernando Lopes Graça, em 1951. É também autor de diversas obras sobre música, entre as quais se sobressaem A Música em Portugal (1928), Acústica e História da Música (1930) e Tratado de Harmonia (1930). É com Luís de Freitas Branco que o modernismo musical faz sua aparição em Portugal, destacando-se o compositor pela qualidade de suas obras, notáveis, como afirma Lopes Graça, tanto pela nobreza das idéias como pelo domínio da forma.
Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012

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