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Miguel de Unamuno Escritor espanhol

29-9-1864, Bilbao

31-12-1936, Salamanca

Do Klick Educação

17/08/2015 20h58

Membro destacado da Geração de 1898, estudou Filosofia e Letras em Madri e, em 1891, obteve a cátedra de Grego da Universidade de Salamanca. Em 1901, foi nomeado reitor, cargo que exerceu até 1914, quando foi forçado a demitir-se. De idéias revolucionárias na sua juventude, escreveu diversos artigos em "El Socialista" e na revista "Ciencia Social", de tendência anarquista. No final do século XIX, a sua reflexão centrou-se na situação política da Espanha depois do desastre de 1898. A estas preocupações respondem ensaios como "En Torno al Casticismo" (1912) ou "Vida de Dom Quijote y Sancho" (1905). Depois de sofrer uma crise existencial, o seu positivismo racionalista converte-se numa busca ansiosa para encontrar um sentido para a existência humana; desta necessidade, infere a existência divina. Tal preocupação está presente em dois de seus melhores ensaios: "Do Sentimento Trágico da Vida" (1912) e "A Agonia do Cristianismo", embora a mesma problemática reapareça sistematicamente em toda a sua produção. Na sua produção artística, destacam-se os romances "Paz en la Guerra" (1897), sobre as guerras carlistas; "Niebla" (1914), no qual abundam os elementos autobiográficos; "Abel Sánchez" (1917); "La Tía Tula" (1921); e "San Manuel Bueno Mártir" (1931). Merecem igualmente ser mencionados os seus livros de poemas "Rosario de Sonetos Líricos" (1911) e "El Cristo de Velázquez"(1920). Cultiva também a literatura de viagens, "Por Terras de Portugal e Espanha" (1911), e o teatro, "Fedra" (1924) ou "El Hermano Juan" (1934). Durante a ditadura de Primo de Rivera y Orbaneja, foi desterrado para a ilha de Fuerteventura (1924). Desenganado com a República, em 1936 apoiou a sublevação militar, ainda que dela rapidamente se tenha distanciado.