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Biografias

Millard Fillmore Presidente dos EUA entre 1850 e 1852

Da Redação<br>Em São Paulo

28/02/2004 17h01

Nascido no Estado de Nova York, em 1800, Fillmore começou a vida trabalhando na fazenda de seu pai. Em 1832, ele foi admitido na ordem dos advogados e, sete anos depois, passou a praticar advocacia em Buffalo, no interior do Estado.

Fillmore ocupou um cargo público e por oito anos foi membro da Câmara dos Deputados. Em 1848, enquanto era tesoureiro de Nova York, ele foi eleito vice-presidente, na chapa de Zachary Taylor, eleito presidente naquele ano, pelo conservador Partido Whig.

Ele Também presidiu o Senado durante os meses do debate do Compromisso de 1850, já como vice-presidente eleito. Poucos dias antes da morte do presidente Taylor, Fillmore avisou que em caso de empate na votação da medida, que defendia a união dos EUA, repudiando qualquer iniciativa de secessão, ele votaria a favor.

Com a súbita morte de taylor, Fillmore ascendeu à Casa Branca. Sua trajetória provou que, por meio de esforço metódico e alguma competência, um homem nada inspirador podia fazer o sonho americano virar realidade.

Sua ascensão à presidência em julho de 1850 provocou uma mudança política abrupta no governo. O gabinete de Taylor renunciou e o presidente Fillmore nomeou Daniel Webster como secretário de Estado, proclamando desta forma sua aliança com os whigs moderados que eram a favor do Compromisso.

O projeto de lei para admissão da Califórnia provocou todo tipo de argumentos violentos sobre a extensão da escravidão. Em 6 de agosto de 1850, ele enviou uma mensagem ao Congresso recomendando que o Texas fosse pago para abandonar suas reivindicações de parte do Novo México.

Isso ajudou a influenciar muitos whigs do Norte no Congresso a abandonarem sua insistência na Cláusula Wilmot -a estipulação de que a escravidão fosse proibida em toda terra obtida na guerra contra o México.

Stephen A. Douglas, de Illinois, apresentou cinco projetos de lei diferentes no Senado:
1) A admissão da Califórnia como estado livre;
2) O estabelecimento da divisa do Texas e sua compensação;
3) Concessão do status de território ao Novo México;
4) Colocação de oficiais federais à disposição dos senhores de escravos para procura de fugitivos;
5) Abolição do comércio de escravos no Distrito de Colúmbia.

Todas as medidas obtiveram a maioria, e em 20 de setembro o presidente Fillmore as sancionou em lei. Os whigs mais militantes do Norte permaneceram irredutíveis, se recusando a perdoar Fillmore por ter sancionado a Lei do Escravo Fugitivo. Eles ajudaram a privá-lo da indicação presidencial em 1852.

Com a desintegração do Partido Whig nos anos 1850, Fillmore se recusou a entrar para o Partido Republicano; mas, ao invés disso, ele aceitou em 1856 a indicação para presidente pelo Partido "Know Nothing" (Ignorante), ou Americano. Ao longo de toda a Guerra Civil ele se opôs ao presidente Lincoln e durante a Reconstrução ele apoiou o presidente Johnson.

Com informações da The White House Historical Association