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Biografias

Radamés Gnatalli Músico, compositor e maestro

Da Página 3 Pedagogia & Comunicação

10/08/2005 09h18

Radamés Gnattali era filho de Adélia Fossati, pianista gaúcha, e do italiano Alessandro Gnattali, que tocava piano, bandolim e contrabaixo. O casal Gnattali mostrou sua paixão pela ópera ao batizar os filhos com nomes de personagens de Verdi: Radamés, Ernani e Aída.

Radamés, aos seis anos, iniciou os estudos de piano e violino com sua mãe. Com apenas nove anos, foi premiado pelo cônsul da Itália em uma festa, depois de reger uma orquestra infantil, com arranjos feitos por ele.

Aos 14 anos, ingressou no Conservatório para estudar piano, aprender violão e cavaquinho e aperfeiçoar-se no violino. Teve como professor e fiel incentivador Guilherme Fontainha.

Estudou para ser concertista e tocou no Cine Colombo, acompanhando filmes mudos. Além disso, tocou em bailes e deu aulas particulares de piano para ganhar algum dinheiro.

Em 1924, Radamés apresentou-se como pianista no Instituto Nacional de Música do Rio de Janeiro. De volta a Porto Alegre, concorreu ao Prêmio Araújo Viana e ganhou a medalha de ouro.

Mudou-se definitivamente para o Rio de Janeiro no início dos anos 1930. A partir de 1931, dedicou-se com afinco à composição. Foi regente da orquestra da Rádio Nacional, do Rio de Janeiro, e autor de seis mil arranjos, sendo considerado o melhor arranjador de música popular no Brasil. Para o programa "Um Milhão de Melodias", que ficou 13 anos no ar, chegava a criar nove arranjos por dia.

Em 1941, passou oito meses em Buenos Aires, contratado pela "Hora do Brasil", da Rádio Municipal, da capital argentina. De 1963 a 1967, o compositor trabalhou na TV Excelsior. A partir de então e até 1986, foi arranjador e regente da TV Globo.

Entre suas composições figuram as dez "Brazilianas", quartetos e trios e 26 concertos - entre eles um concerto para piano e orquestra, concertos para harpa e clarineta e um Concerto para Harmônica de Boca, dedicado a Eduardo Nadruz (Edu da Gaita).

Em 1986, Radamés sofreu um derrame que o deixou com o lado direito do corpo paralisado. Dois anos depois, sofreu outro derrame, falecendo no dia 13 de fevereiro.

Tom Jobim dedicou-lhe o poema: "Alô Radamés, já comprei amendoim".