UOL EducaçãoUOL Educação
UOL BUSCA

Biografias

Ditador iugoslavo

Josip Broz Tito

7 de maio de 1892, Kumrovec (Croácia)
4 de maio de 1980, Ljubljana (Eslovênia)

Da Página 3 Pedagogia & Comunicação

Reprodução

Reprodução

No governo de Tito a ex-Iugoslávia adotou a política do não-alinhamento

Josip Broz "Tito" era filho de lavradores (o pai era croata e a mãe, eslovena) e deixou a escola aos 12 anos para trabalhar. Ao lutar na Primeira Guerra Mundial, foi ferido e capturado na frente russa, em março de 1915. Libertado pela Revolução Russa, em 1917, aderiu aos bolchevistas e alistou-se no Exército Vermelho, lutando contra a intervenção estrangeira na Rússia.

Retornou à Iugoslávia em 1920, entrando para o Partido Comunista local. Em 1928 foi condenado a cinco anos de prisão por atividades subversivas. Depois de ser libertado, viaja para Moscou. Em 1936 está em Paris, encarregado de organizar as brigadas internacionais que se dirigem à Espanha, para lutar na guerra civil.

Segunda Guerra Mundial

Em 1937 é eleito secretário-geral do Partido Comunista iugoslavo - e no ano seguinte retorna a Moscou. Em 1939 retorna clandestinamente à Iugoslávia e toma parte no 5º Congresso do Partido Comunista, que decide apoiar a neutralidade do país na Segunda Guerra Mundial.

Em 1941, os alemães invadem e dividem a Iugoslávia, pouco antes de atacar a ex-União Soviética. Josip Broz, usando o codinome "Tito", organiza a resistência armada, criando um grupo de guerrilheiros. Ao mesmo tempo, o coronel Dragoljub Mihailovich comanda um pequeno exército de resistência, os chetniks, que se recusa a unir-se aos guerrilheiros de Tito e, pouco a pouco, vai sendo liquidado pelos alemães.

Em novembro de 1942, Tito consegue reunir os diversos grupos étnicos e religiosos em torno do chamado Comitê Antifascista de Libertação Nacional. Um ano depois é proclamado marechal do Exército Popular e presidente do Governo Provisório. Embora o governo britânico ainda vacile entre Mihailovich e Tito, este último, em 1944, mantém uma conferência com Churchill na Itália, obtendo-lhe o apoio.

A 7 de março de 1945, Tito é proclamado presidente do conselho de ministros e ministro da Defesa do novo governo instaurado no país. No mês seguinte visita oficialmente a ex-União Soviética.

Corrente neutralista

Após um período de tensão em suas relações com o Ocidente - quando os iugoslavos tentam tomar Trieste e derrubam um avião norte-americano -, Tito afasta-se da ex-União Soviética e, a 28 de junho de 1948, efetiva o rompimento.

Do ponto de vista interno, a Iugoslávia adota, então, medidas mais próximas do capitalismo do que do socialismo: o lucro não é proibido e a socialização, tanto na cidade como nos campos, é feita moderadamente. Em termos internacionais, o país aproxima-se do Ocidente, tendo recebido ajuda dos EUA.

Com a morte de Stalin, os novos dirigentes soviéticos tentam uma reaproximação; vão a Belgrado e suspendem os ataques ao governo iugoslavo. Tito retribui a visita e durante algum tempo tem-se a impressão de que voltaria a filiar-se ao grupo socialista. Mas, sem jamais ter-se aliado completamente ao lado ocidental, tampouco se une completamente ao lado comunista.

Tito prefere juntar-se à chamada "corrente neutralista", da qual participam Nehru (Índia) e Nasser (Egito), que durante algum tempo parece reunir o chamado Terceiro Mundo. As dissensões internas nos países desse grupo, a morte de Nehru e, depois, a de Nasser, acabam deixando Tito só e voltado exclusivamente à Iugoslávia.

Foi graças à sua política de não-alinhamento durante a Guerra Fria e de divisão dos poderes entre as repúblicas que formavam a Iugoslávia (Sérvia, Croácia, Eslovênia, Bósnia-Herzegovina, Montenegro e Macedônia) que Tito conseguiu manter a paz nos Bálcãs.

Ainda que ele seja acusado de executar, no início de seu governo, croatas e bósnios anticomunistas, também é verdade que, instituindo um sistema federalista - no qual diminuiu a influência de sérvios e croatas e deu maior representatividade aos outros grupos -, ele inaugurou um período de paz para a região.

Com a morte de Tito, em 1980, o cargo de presidente da Iugoslávia passou a ser rotativo entre as repúblicas. Contudo, por volta de 1989 o sistema começou a expor suas fragilidades - e os velhos ódios, entre as diferentes etnias e religiões, renasceram. Além disso, a profunda crise econômica gerada pelo desmoronamento do Leste Europeu e o surgimento de partidos ultranacionalistas contribuíram para, primeiro, jogar o país no caos, e, depois, desintegrar a Iugoslávia.

Enciclopédia Mirador Internacional e Folha de S. Paulo

Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012

Compartilhe:

    Receba notícias

    Lição de Casa Dicionários

    Aulete

    Português

    Houaiss

    Português

    Michaelis


    Tradutor Babylon


    Shopping UOL

    Hospedagem: UOL Host