Datas comemorativas

23 de março de 1726 - É a data de fundação de Florianópolis, capital de Santa Catarina

Heidi Strecker* - Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação

  • Alvarélio Korossu / Agência RBS

    Florianópolis

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Quem vê hoje os pescadores de ostras e de mariscos, nas praias mais tranquilas da cidade de Florianópolis, não imagina que há milhares de anos os índios tupis-guaranis já faziam a mesma coisa ali. Eles foram os primeiros habitantes do local.

Depois foi a vez dos portugueses. A baía de Santa Catarina era um lugar perfeito para as expedições portuguesas que partiam de São Vicente (SP) se abastecerem, antes de rumar para o Sul.

Muito tempo depois, chegou o bandeirante Francisco Dias Velho e se instalou nessas terras com a família. O lugar recebeu o nome de Nossa Senhora do Desterro e, a partir de então, foi crescendo. Tornou-se um município independente no dia 23 de março de 1726. (É por isto que todo ano, nesse dia, Florianópolis comemora sua fundação.)

Alguns anos depois, a cidade foi ocupada por militares portugueses que construíram fortalezas e instalaram canhões para defender a costa. A população começou a crescer, com a chegada de milhares de portugueses vindos de Açores e da Ilha da Madeira, o que iria exercer uma influência decisiva no português falado ali.

Depois da proclamação da República, em 1889, Santa Catarina resistiu ao novo governo. Queria ser independente. Mas as tropas federais não deixaram e ocorreu uma guerra civil. A vitória dos federais aconteceu quando o marechal Floriano Peixoto era o presidente da República. Assim, em 1894, o nome de Desterro foi mudado para Florianópolis, que significa "cidade de Floriano", em homenagem a ele.

A cidade continuou a crescer. Em 1926, construíram a Ponte Hercílio Luz, que se tornou um símbolo da cidade. Hoje, Floripa - como muitos a chamam carinhosamente - é uma cidade bem grande. Ela é a capital do estado de Santa Catarina. É a terra do tenista Guga, do turismo, do comércio e dos serviços.

Mas certas coisas não mudam nunca. As praias continua deslumbrantes como no tempo dos índios, a farinha ainda é deliciosa e as rendeiras da ilha ainda fazem peças delicadas. Ah, e os pescadores continuam atrás de mariscos e de ostras.

Heidi Strecker* - Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação
*Heidi Strecker é educadora e filósofa.

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