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Topografia (1) - Hipsometria e curvas de nível

Cláudio Mendonça

É possível representar as diferentes altitudes de um terreno de duas formas: por meio da hipsometria e por meio de curvas de nível.

Em mapas de pequena escala, empregados para o mapeamento de grandes áreas, utiliza-se a hipsometria. Os estudos hipsométricos possibilitam conhecer o relevo de uma região de forma mais aprofundada e, também, quais são os fenômenos que se processam em sua superfície.

Trata-se de uma operação voltada a medição de altitudes dos pontos de um terreno e a representação dessas altitudes numa planta topográfica. No método hipsométrico, as altitudes de uma região são apresentadas por diferentes cores. Geralmente utiliza-se um sistema de graduação de cores (cores hipsométricas).

As cores não são aleatórias, mas obedecem a uma convenção - o marrom (ou alaranjado) mais escuro representa as maiores altitudes (montanhas, serras, cordilheiras, chapadas), cuja tonalidade vai clareando conforme diminuem as altitudes; o amarelo representa médias altitudes (geralmente planaltos) e o verde, as baixas altitudes (planícies). As águas continentais (rios, lagos) e marítimas se representam em azul - quanto mais carregada for a tonalidade do azul nos mares e oceanos mais profundos eles são.

Em mapas de maior escala, a altitude é representada por meio de curvas de nível. Trata-se de linhas traçadas sobre o mapa e separadas entre si por intervalos constantes de altitude. Uma curva de nível caracteriza-se como uma linha imaginária que une os pontos de igual altitude de uma região apresentada.

É chamada de 'curva' uma vez que a linha que resulta do estudo das altitudes de um terreno é em geral manifestada por curvas. Portanto, quando uma linha está muito distante de outra, o terreno apresenta um declive suave, e quando as linhas estão muito próximas entre si, apresenta declive bastante acentuado, ou seja, curvas de nível mais próximas significam declives mais elevados, enquanto curvas de nível mais afastadas representam áreas de declives mais suaves.

Há ainda o caso das curvas de nível concêntricas, cujos valores mais elevados no centro representam montanhas ou montes (imagem à esquerda). Se no centro estiverem, ao contrário valores mais baixos, então tem-se uma área com depressões (imagem à direita):

 

Com as curvas de nível são construídos mapas topográficos e sua correta representação e interpretação, permite obter uma visão tridimensional do relevo. As curvas de nível transformam uma representação bidimensional em tridimensional.

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Cláudio Mendonça é professor do Colégio Stockler e autor de "Geografia Geral e do Brasil" (Ensino Médio) e "Território e Sociedade no Mundo Globalizado" (Ensino Médio).

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