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Quer aprender um idioma? Saiba quais são as opções de escolas no Brasil

Simone Harnik
Em São Paulo


Cada um tem seu motivo para aprender um idioma além do português. Há famílias que imaginam oferecer estudo no exterior para os filhos, há jovens preocupados com a inserção profissional e existem também estrangeiros vivendo no Brasil, que buscam na escola um espaço de aprendizado da cultura do país de origem.

  • Sabe a diferença entre escola bilíngue, internacional ou com ensino intensivo de idiomas?

  • O UOL Educação conversou com representantes dos principais tipos de instituições que ensinam idioma e também com uma psicóloga especializada em aprendizagem. Veja quais são as características dos diferentes tipos de escola:


    QUE TIPO DE ENSINO DE LÍNGUAS? DEPENDE DE SEUS OBJETIVOS

    Arte UOL

    Crianças da pré-escola

    O aprendizado precoce de idiomas facilita na pronúncia final da língua estudada - o que pode ser um atrativo para matricular seu filho em uma escola. Mas qual tipo de instituição escolher?

    Se você pensa em uma bilíngue ou internacional, a orientação da psicóloga educacional da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) Marilda Pierro de Oliveira Ribeiro é ficar atento ao corpo docente. "O professor tem de falar muito bem a língua, mas precisa também ser um educador e entender do processo de aprendizagem", afirma.

    Outra dica é se munir de informações sobre o colégio, informa o diretor pedagógico da Escola Cidade Jardim/PlayPen, Lyle Gordon French. "Os pais devem saber qual é a nacionalidade e a formação do diretor, como é a equipe de professores e devem ainda se informar sobre os padrões de ensino que a escola utiliza [para saber como o idioma é ministrado e avaliado]", diz.

    Mas se esse tipo de instituição de ensino não cabe no seu bolso -elas costumam ter mensalidades mais salgadas que as monolíngues-, há escolas de idiomas ou mesmo colégios que oferecem aulas extras de inglês, espanhol, francês. De acordo com Vera Laurenti Bianchini, coordenadora do departamento pedagógico da Fundação Fisk, é preciso observar se as aulas estimulam o lado lúdico e oral das crianças.

    Os pequenos têm facilidade para o aprendizado: "As barreiras emocionais das crianças são menores. Elas estão mais abertas e predispostas a articular fonemas diferentes. Com um bom exemplo, ou seja, um bom professor, elas se darão muito bem", aponta Vera.

    Alfabetização

    Para Marilda, um ponto fundamental é ficar atento ao momento da alfabetização, ou seja, quando a criança começa a aprender a escrever, perto dos seis anos de idade. "É importante que a alfabetização ocorra apenas em uma língua. Depois, o aprendizado de outra é mais fácil", aponta.

    Na escola de Lyle, que é bilíngue, a alfabetização é realizada em português. Só depois de algum domínio da nossa ortografia é que o estudante aprende a escrever em inglês, mesmo já falando e compreendendo sons.

    Ensino Fundamental

    Se você imagina seu filho fazendo ensino médio nos Estados Unidos, por exemplo, pode ser o caso de procurar uma escola bilíngue ou internacional. Em geral, essas instituições oferecem currículos que tenham equivalência com o que é ensinado no exterior.

    Outro nicho das escolas bilíngues são famílias compostas por pai estrangeiro e mãe brasileira ou vice-versa. Isso porque esses colégios estimulam o conhecimento da cultura do exterior.

    Ensino médio

    De acordo com Marilda, ingressar em uma escola bilíngue ou internacional às vésperas do vestibular e sem domínio do idioma pode ser penoso para o estudante.

    Uma alternativa, além das aulas extracurriculares de idiomas, são as escolas tradicionais que oferecem aulas intensivas de línguas e colégios com convênios com outros países.

    Um exemplo é o Pentágono, de Alphaville, na Grande São Paulo. Em um curso específico, a instituição oferece o currículo oficial norte-americano de high school, por meio de um convênio com a Universidade Tecnológica do Texas.

    "O objetivo é formar o aluno que deseja transitar livremente nos Estados Unidos sem nenhum bloqueio linguístico ou de conhecimento", diz o coordenador do curso, Carlos Freitas.

    Segundo ele, os estudantes têm aulas normais das disciplinas do Brasil cobradas no vestibular e mais aulas à tarde, ministradas em inglês por nativos, que dão conta de história e economia norte-americanas, e de outras matérias, como oratória.
    Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012
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