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Manifestação fecha portão principal da USP

Da Redação*

Em São Paulo

17/06/2010 07h55Atualizada em 17/06/2010 08h17

Manifestantes da USP (Universidade de São Paulo) fecham a entrada principal da universidade na manhã desta quinta-feira (17).  O Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP) fechou, por volta das 6h30, com cadeados e correntes, o portão principal da universidade na zona oeste da Capital. Cerca de 30 manifestantes estavam junto ao portão 1 às 6h45.

Segundo o presidente do Sintusp, Magno de Carvalho, o ato é um protesto que visa a reabertura das negociações entre o sindicato e a reitoria e o pagamento dos dias parados. Além dos mil funcionários de São Paulo que já tiveram os salários cortados, outros 600, de Ribeirão Preto, também não vêm recebendo.

Em nota, a reitoria da USP recomenda à comunidade universitária que acesse a universidade pela "portaria 2, na Avenida Escola Politécnica, e pela portaria 3, na avenida Corifeu de Azevedo Marques". O tráfego na rua Alvarenga está com lentidão. E, segundo informações da rádio CBN, a manifestação já prejudicava o trânsito da Praça Panamericana por vota das 7h30.

 Os funcionários da universidade estão em greve desde o dia 5 de maio. Eles reivindicavam 16% de aumento salarial. No entanto, a pauta foi modificada no decorrer do processo e, hoje, eles pedem 6% de aumento para garantir isonomia com os professores. Os docentes receberam um reajuste de 6%, além dos 6,75% que a universidade concedeu a funcionários e professores.

Além da USP, funcionários da Unesp (Universidade Estadual Paulista) e Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) também estão paralisados por aumento salarial. Ontem (16) grevistas do Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP) fizeram manifestação na Unicamp -- o reitor da Unicamp, Fernando Ferreira Costa, é também presidente do Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas).

Em protesto, um grupo de funcionários e alunos da Unicamp está acampado em frente à reitoria da Unicamp. Eles afirmaram que ficarão no local até que o Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas) reabra negociação com o Fórum das Seis (entidade que reúne sindicatos de professores e funcionários das três universidades públicas paulistas).  A reitoria da USP está ocupada por manifestantes desde o dia 8 de junho.

*Com informações da Agência Estado

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