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Resultados do ensino médio no Ideb eram previsíveis, diz ministro Fernando Haddad

Rafael Targino

Em Brasília

01/07/2010 16h03Atualizada em 01/07/2010 20h05

O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse nesta quinta-feira (1º) que o crescimento de apenas 0,1 no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) do ensino médio era um resultado “previsto”. Segundo ele, a educação básica vinha de um “período de recessão” e maior queda se deu nos anos iniciais em 2001.

“Quando você começa a melhorar, essa melhora se dá por onda. Uma onda que vai se propagando ao longo do ciclo. Você consegue ter um desempenho, uma arrancada mais forte nos anos iniciais que vai se propagando”, afirmou.

De acordo com o ministro, se o crescimento nos anos iniciais se mantiver – 0,8 nos últimos quatro anos – seria possível atingir a meta de nota 6 cinco anos antes do ano estabelecido para tal, que é 2021. No entanto, Haddad diz o resultado pode não se repetir nos próximos anos e que, a partir de determinado ponto, ele fica cada vez mais difícil de ser alcançado.

“Possivelmente o resultado de 0,8 nos quatro anos não se repita, e os outros se repitam. O que nós temos pela frente é muito difícil. Nós estamos distantes do nosso objetivo, que é a nota 6. A partir da 5, o esforço pra melhorar tem que ser muito consistente. A educação tem que estar toda funcionando como uma orquestra. Tem que estar tudo muito bem organizada”, disse.

Metas

Questionado sobre uma possível revisão das metas, já que elas vêm sendo atingidas, o ministro disse que não defende a mudança por agora. “As nacionais, eu ainda aguardaria uma nova Prova Brasil pra rever”, afirmou. Para as redes e escolas, ele disse que é “possível” que elas sejam revistas.

Ele se disse surpreso com as notas do Ideb. “Não esperávamos um resultado forte logo de cara.”, afirmou.

Ideb 2009

Foi divulgado nesta quinta-feira (1º) o "boletim" da educação brasileira pelo Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), baseado em dados de 2009. A primeira etapa do ensino fundamental (1ª à 4ª série) ficou com nota média de 4,6. A segunda etapa (5ª a 8ª série), ficou com 4,0; o ensino médio, por sua vez, teve média 3,6. As médias, apesar de "vermelhas", estão acima das metas traçadas pelo governo para o ano de 2009, que eram de 4,2, 3,7 e 3,5, respectivamente. A nota é medida numa escala que vai de 0 a 10.

O ensino médio, que apresentou nota média 3,6, foi o que apresentou menor crescimento: teve apenas variação de 0,1 em relação ao último índice divulgado, em 2007. De 2005 a 2007, a nota do ensino médio teve o mesmo aumento: foi de 3,4 para 3,5.

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