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Ideb 2009: somente cinco municípios têm educação de país rico nos anos finais do fundamental

Rafael Targino

Em Brasília

05/07/2010 00h01Atualizada em 05/07/2010 12h10

Somente 0,09% dos municípios (cinco entre 5.498) atingiram a nota 6, considerada meta, no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) nos anos finais do ensino fundamental em escolas públicas. É o que revela a análise dos dados por cidades divulgados pelo MEC (Ministério da Educação). Nos anos iniciais, a situação é um pouco melhor: 405 de 5.467 municípios avaliados – 7,4% do total – já chegaram à meta.

A nota 6 foi estabelecida como padrão pelo MEC de acordo com os índices obtidos pelos países da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Esse total precisa ser alcançado pelos anos iniciais em 2021 e, pelos anos finais, em 2024. No Ideb de 2009, divulgado neste ano, a nota do Brasil está em 4,6 no primeiro caso e em 4,0 no segundo.

Cidades mais bem colocadas no Ideb 2009 de 5ª a 8ª série

Colocação Município Tipo Ideb 2009
Jeriquara (SP) Pública 6,6
São Valentim (RS) Pública 6,2
Pedranópolis (SP) Pública 6,1
Lacerdópolis (SC) Pública 6,0
Jacuí (MG) Pública 6,0

São Paulo

As cidades com maior pontuação no Ideb nos anos iniciais e finais do ensino fundamental em escolas públicas são paulistas.

Cajuru (a 311 km de São Paulo), com nota 8,6 (em uma escala que vai até 10), foi a primeira colocada entre todos as cidades do Brasil na categoria até a 4ª série do ensino fundamental. Já Jeriquara (a 438 km da capital paulista) conseguiu o Ideb mais alto nas séries finais do ensino fundamental: 6,6.

A cidade líder na comparação até a quarta série cresceu sua nota em 3,4 pontos desde o primeiro Ideb, de 2005. Jeriquara mais do que dobrou o índice em quatro anos: saiu de uma nota 3 em 2005 para o 6,6 em 2009.

Segundo Carlos Eduardo Sanches, presidente da Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação), a própria característica das políticas educacionais impede uma melhora mais acelerada. “A gente não vai conseguir saltar tão rapidamente para os percentuais [de meta]”, disse. “Começa a aparecer agora o resultado de todo esse investimento [em educação], mas é algo de longo prazo.”

Ele citou o ensino fundamental de nove anos como um dos fatores que podem provocar melhora nos índices. “Os três primeiros anos reservamos para a alfabetização. Conseguimos também aumentar o número de matriculas na educação infantil. [A criança que passa por ela] Tem uma trajetória escolar melhor”, afirma.

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