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Alunos da BA dizem que a prova do Enem foi "difícil"

Especial para o UOL Educação

Em Salvador

06/11/2010 17h04

Depois de quase quatro horas de exames, os primeiros alunos que deixaram o Campus da Federação da UCSal (Universidade Católica do Salvador), na tarde deste sábado (6), classificaram como “muito difícil e cansativo” o primeiro dia de prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Hoje, foram aplicadas as questões de ciência da natureza e ciências humanas. Neste domingo, no segundo e último dia do teste, os alunos vão responder questões de matemática, linguagens e códigos e elaborar uma redação.

“A prova foi tão ou mais difícil do que a do ano passado”, disse a estudante Maria do Carmo Oliveira, 20, que participa do Enem pelo segundo ano consecutivo. “Há quatro meses que não faço outra coisa na vida a não ser me preparar para o Enem. Mesmo assim, achei a prova bem difícil mesmo”, afirmou a estudante, que sonha com o curso de enfermagem. Após abandonar o 3º ano do ensino fundamental para cuidar do seu filho, a dona de casa Joana Oliveira, 20, realizou o Enem para tentar conseguir o seu diploma. “Sinceramente, acho muito improvável eu conseguir a pontuação necessária para a conclusão do ensino médio porque a prova, além de difícil, foi muito cansativa.”

Em alguns estabelecimentos educacionais de Salvador, os estudantes inscritos no Enem enfrentaram um problema neste sábado: os cabeçalhos dos gabaritos não coincidiam com os cabeçalhos dos cadernos das provas _na folha de respostas as questões de 1 a 45 eram de ciências humanas e suas tecnologias e, no caderno de provas, as perguntas com a mesma numeração correspondiam à área de ciências da natureza e suas tecnologias.

Alertados pelos alunos sobre o problema, fiscais pediram que nenhuma resposta fosse marcada no cartão até o pronunciamento oficial do MEC. Meia hora depois da constatação do problema, os fiscais disseram que o MEC mandou desconsiderar o título nos cadernos de respostas e solicitaram para os alunos marcarem as suas alternativas. “A gente se mata de tanto estudar e ainda tem de passar por um estresse justamente no dia da prova. O pior é que, depois de tanta confusão, os fiscais disseram que a prova terminaria no horário estipulado e nós não teríamos nenhum acréscimo no tempo”, afirmou a estudante Juliana Sofia, 21.

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