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Em Porto Alegre, estudantes reclamam da extensão da prova

Especial para o UOL Educação

Em Porto Alegre

06/11/2010 18h05

Depois de quase cinco horas de exame, o estudante Alexandre da Silva Costa, de 20 anos, finalmente entregou o cartão de resposta ao fiscal e saiu da sala onde, pela terceira vez, realizou as provas do Enem.

“Mesmo que a prova não exigisse muitos cálculos, o raciocínio lógico foi muito pedido. As questões de química foram as mais complicadas”, disse Costa na saída da prova, em frente ao Colégio Estadual Julio de Castilhos, região central de Porto Alegre.

O estudante, que cursou o ensino médio na rede pública do Rio Grande do Sul, tenta ingressar pela terceira vez no curso de medicina da UFRGS, mas não tem como avaliar se foi bem na prova deste sábado (06). Costa reclamou da extensão do exame (90 questões) e do tempo de duração.

“Cansou demais. No final, não tinha mais energia para solucionar as questões que ficaram para depois”, reconheceu o candidato.

 O estudante Túlio Serrano também reclamou que o tempo é curto para a extensão da prova. Ele não conseguiu responder todas as questões e, no final, deu prioridade às mais difíceis – que valem mais na nota final.

“As questões estavam longas, os enunciados era complexos. Achei pouco tempo para esse tipo de exame”, disse. Candidato a uma vaga no curso de direiro, Serrano reclamou da prova das questões de biologia.

Outros candidatos também se surpreenderam com a complexidade da prova, que é bem diferente de um vestibular convencional.

Segundo o professor Sérgio Crepaldi, a avaliação do Enem leva em conta não só o número de acertos, mas também uma ponderação entre as questões mais fáceis e as mais difíceis.
 
“É necessário ter uma boa leitura de mundo, ter um conhecimento geral, interdisciplinar. Se o candidato acertar uma mais difícil e errar outra mais fácil, significa que houve chute”, avaliou.

Troca de cabeçalhos
A troca do cabeçalho no gabarito das provas não causou transtornos na aplicação das provas em Porto Alegre. Na maioria das salas do Colégio Estadual Julio de Castilhos, os fiscais recomendaram que os candidatos ignorassem as orientações do gabarito e marcassem as respostas em sequência numérica.

Mas alguns estudantes relataram que a orientação foi passada mais de 30 minutos depois do início da prova. O estudante André Tonon, 18 anos, conta que já havia preenchido algumas questões quando recebeu a informação.

“Tive de trocar o cartão de respostas. A sorte é que havia gabaritos de reserva na minha sala, pois colegas meus disseram que na sala deles não tinha e não sei como eles vão resolver”, reclamou.

Já a estudante Jordana Hendler, 18 anos, avisa que a sala onde estava prestando exame foi avisada uma hora depois do início da prova.

A reportagem do UOL não localizou candidatos que tenham preenchido os cartões de resposta sem serem comunicados do erro. A maioria dos entrevistados disse que não enfrentou problemas para preencher os gabaritos.

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