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Gráfica do Enem diz que erro em caderno amarelo está "dentro da normalidade técnica"

Rafael Targino

Em São Paulo

2010-11-08T12:51:40

2010-11-08T14:56:12

08/11/2010 12h51Atualizada em 08/11/2010 14h56

A gráfica RR Donnelley, responsável pela impressão das provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2010, divulgou uma nota nesta segunda-feira (8) em que diz o defeito identificado nos cadernos amarelos -que veio com questões repetidas e faltantes- está dentro da "normalidade técnica".


"Em que pese o impacto e a abrangência desse episódio, o defeito encontrado representa um índice de 0,003 sobre as quase 10 milhões de provas impressas, estando absolutamente dentro da normalidade técnica. [...] Nesse sentido e tendo em vista que todos os tipos de provas possuem exatamente o mesmo conteúdo em 4 ordenações distintas, tendo sido concretizadas as substituições previstas nos procedimentos de aplicação, não entendemos o fato como fora da normalidade", afirma a nota.

Segundo a gráfica, a cada 20 mil cadernos, foi gerado um outro para "controle da qualidade de impressão". Nesses cadernos especiais, afirma a RR Donnelley, foram observados "a exatidão da quantidade de páginas, sua respecitva numeração sequencial, assim como a presença de impressão legível em todas as páginas".

Durante a aplicação do primeiro dia do Enem, no sábado (8), a gráfica diz ter identificado que, em um dos lotes de produção, houve um "problema de processo", resultando "na impressão de 33 mil cadernos de provas com um defeito de ordenação". Desse total, afirma a RR, 21 mil foram "efetivamente distribuídos".

A gráfica diz, também, que "garante o cumprimento de suas obrigações contratuais, responsabilizando-se por adotar as medidas necessárias para a solução dos problemas gerados".

Polêmica na licitação

A gráfica RR Donnelly More Editora e Gráfica Ltda foi escolhida para imprimir as provas do Enem 2010. O valor total do contrato é de R$ 68.831.000,00. Mas antes de o resultado ser publicado no Diário Oficial no dia 9 de setembro, houve uma disputa judicial.

A Gráfica Plural (parceria do Grupo Folha e da Quad Graphics), que também participou do pregão eletrônico e havia sido desclassificada, entrou na Justiça para voltar para a licitação. A Plural havia apresentado o menor preço para o serviço --R$ 64,85 milhões. A Plural recorreu à Justiça, que considerou a desclassificação ilegal e recolocou a Plural na licitação. A AGU, então, recorreu à instância superior, que deu decisão favorável à retirada da gráfica. No dia 30 de agosto, o TRF (Tribunal Regional Federal) da 1ª região desclassificou a Plural.

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