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MPF pede informações sobre falhas do Enem ao Inep

Camila Campanerut

Em Brasília

10/11/2010 19h50

A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, braço do Ministério Público Federal no âmbito dos direitos dos cidadãos, pediu esclarecimentos ao Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), responsável pelo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) sobre as falhas nas provas deste fim de semana. O anúncio do requerimento foi feito nesta quarta-feira (10) e oofício é assinado pela procuradora federal dos Direitos do Cidadão, Gilda Pereira de Carvalho.

A procuradora deseja mais informações, no prazo de cinco dias corridos, sobre os erros de impressão nos cartões de resposta e nos cadernos de prova. Caberá ao Inep explicar ao órgão que tipo de prejuízos os estudantes que participaram do exame podem sofrer e as providências adotadas para repará-los.

Houve problemas nas folhas de resposta e nos cadernos de prova. No sábado (6), as questões de 1 a 45 eram de ciências humanas e as de 46 a 90, de ciências naturais. Na folha de respostas, as primeiras 45 apareceram como sendo de naturais e, as últimas, como humanas.

O Inep, responsável pela prova, foi quem enviou as matrizes de impressão com erro para a gráfica –no caso, a RR Donnelley. É a partir dessas matrizes que é possível fazer cópias iguais em todos os cartões de resposta.  Pelo edital, funcionários do órgão devem acompanhar e aprovar todas as etapas da impressão.

Cadernos amarelos

Parte dos cadernos de prova amarelos do Enem continha questões faltantes e repetidas. A gráfica, em nota, admitiu que um dos lotes de provas saiu com erros.

De acordo com o MEC, foram detectadas provas com erros no Estado de Sergipe e em Curitiba. Apesar disso, o ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou nesta terça  que o número de alunos afetados com falha no caderno amarelo é "menor a cada dia". Segundo ele, conforme a apuração feita pelo Inep avança, a estimativa é de que o número esteja bem abaixo dos 2.000 alunos inicialmente estimados. 

O órgão avalia reaplicar o exame para os alunos prejudicados.

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