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Haddad: se Enem tiver que ser reaplicado, o MEC precisará de "dois ou três meses"

Da Redação

Em São Paulo

12/11/2010 07h49

Atualizada às 8h16

Segundo o ministro da Educação, Fernando Haddad, demoraria "de dois a três meses" para que fosse organizada uma nova edição do Enem (Enem). A declaração foi dada ao Bom Dia Brasil e foi ao ar na manhã desta sexta (12).

O MEC (Ministério da Educação) pretende realizar a nova prova do Enem nos dias 4 e 5 de dezembro, para os alunos que receberam a prova com erro de impressão e não conseguiram trocá-la de imediato.

A Justiça suspendeu o Enem nesta semana. A AGU (Advocacia-Geral da União) recorreu e a decisão deve ser tomada no TRF da 5ª Região, em Recife. Não há prazo para que o resultado seja definido.

De 2.000 para 200

O MEC estima em 200 o número de estudantes prejudicados pelos problemas do caderno amarelo. O levantamento foi apresentado pelo ministro Fernando Haddad, de acordo com o presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes), Augusto Chagas, e o da Ubes (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas), Yann Evanovick. Ambos tiveram um encontro com o ministro no fim da tarde desta quinta-feira. No final de semana, o MC chegou a informar que a estimativa extraoficial era de 2.000 inscritos.

O MEC diz que foram entregues 21 mil cadernos com erros de impressão. Inicialmente, o ministério informou que 2.000 não foram trocados --ou seja, esses estudantes precisariam refazer o exame, de acordo com o levantamento preliminar. No entanto, o levantamento feito até agora mapeou a aproximadamente 200 alunos nessa situação.

Entenda a batalha judicial

Estudantes identificaram problemas nos cadernos de provas e nos gabaritos do Enem, que foi aplicado nos dias 6 e 7 de novembro. Nos cadernos amarelos, havia questões repetidas e faltantes. Já nas folhas de resposta, os cabeçalhos dos testes de ciências da natureza e ciências humanas vieram trocados.

Depois disso, a Justiça suspendeu o Enem 2010. No dia 8 de novembro, a juíza Karla de Almeida Miranda Maia, da 7ª Vara Federal do Ceará, acatou argumento do MPF (Ministério Público Federal) e determinou a imediata suspensão do Enem 2010 em todo o Brasil. A Justiça entendeu que o erro de impressão das provas levou prejuízo aos candidatos.

Os réus questionaram a amplitude da decisão, ao que a juíza esclareceu que todo o processo deveria ficar suspenso. Isso incluía a divulgação do gabarito no final da terça-feira e a abertura de sistema de reclamação sobre o preenchimento dos gabaritos, previsto para a quarta (10).

Mesmo com essa decisão, o procurador da República no Ceará, Oscar Costa Filho, pediu a anulação do Enem. "A prova tem que ser nula, independentemente de qualquer coisa", afirmou o procurador, que defende uma apuração criteriosa das responsabilidades pelas falhas.

A DPU (Defensoria Pública da União) do Ceará se juntou ao MPF (Ministério Público Federal) do Estado no pedido de anulação do Enem.

No dia 11 de novembro a AGU protocolou o recurso contra a suspensão do Enem e, agora, aguarda a decisão da Justiça.

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