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MEC pode aplicar até 10 mil novas provas "amarelas" do Enem; SP tem três casos

Da Redação

Em Brasília

2010-12-08T16:01:56

2010-12-08T18:28:08

08/12/2010 16h01Atualizada em 08/12/2010 18h28

Atualizada às 18h27

O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) pode aplicar "até 10 mil provas" no próximo dia 15 de dezembro para os candidatos que tiveram problemas com o caderno amarelo da edição 2010 do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Ainda não há um número fechado de quantos inscritos farão a nova edição da prova amarela.

A última contagem do MEC (Ministério da Educação) indicava 2.817 inscritos com problemas -- o critério para refazer a prova é que o candidato tenha tido o problema registrado na ata da sala de prova no dia do exame. O Enem foi aplicado em 116.626 locais de prova. Segundo informações do MEC, o Inep está "cobrando do consórcio uma revisão efetiva das atas".

Apenas 3 casos em SP

Em São Paulo, há registro de apenas três casos (dois em Itaquaquecetuba e um em Ourinhos). O Estado tinha a maior quantidade de inscritos, 829.751. Os Estados com maior número de casos de problemas com os cadernos amarelos são Santa Catarina, Paraná e Minas Gerais.

A nova prova que será realizada pelos prejudicados pelos problemas com o caderno amarelo no dia 15 é a mesma que será aplicada para 17.500 detentos, em 750 estabelecimentos penais em todo o país. Os detentos fazem exame também no dia 16.

Os candidatos estão sendo avisados desde a última segunda-feira. Os alertas, que podem ser enviados por SMS (torpedo de celular), e-mail ou telegrama, serão encaminhados até meia-noite de sexta-feira segundo o MEC.

Inscritos que tenham se sentido prejudicados e que não tenham sido atendidos pelas alternativas oferecidas pelo MEC pode recorrer à Justiça. A Defensoria Pública prometeu ajuizar uma ação de indenização.

Problemas

Estudantes encontraram questões duplicadas e com ordem trocada no caderno amarelo do exame. Após a questão 29, em vez de vir a de número 30, vinha a 33. A candidata Nohara Matos, 20, de Palmas (TO), conta que teve que fazer a conferência de sua prova com outro caderno de prova. O governo confirmou a existência desses erros em alguns lotes. A gráfica RR Donnelley, responsável pela impressão das provas do Enem afirmou que o defeito identificado nos cadernos amarelos está dentro da "normalidade técnica".

O gabarito da prova do sábado também teve o cabeçalho invertido. A prova apresentava as questões divididas entre ciências da natureza e ciências humanas. O caderno de respostas tinha a mesma divisão de área, mas com ordem trocada. O Inep abriu a possibilidade de que os alunos requeressem a correção invertida do gabarito.

Houve também denúncia de vazamento da prova em Juazeiro. Uma fiscal de prova teve acesso a parte da proposta de redação. Em depoimento de confissão, a professora afirmou que o filho ficou sabendo do texto motivador. A história foi denunciada por um professor de um curso preparatório de Petrolina (PE), cidade vizinha a Juazeiro, a uma emissora de TV da região. Segundo ele, um grupo de estudantes o procurou horas antes do início das provas contando que sabiam qual era o tema da redação. O MEC eliminou o rapaz do Enem e os pais podem ser condenados a até seis anos de reclusão.

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