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Haddad diz que ataque a escola no Rio é "tragédia sem precedentes"

Da Redação

Em São Paulo

07/04/2011 11h21Atualizada em 07/04/2011 12h27

O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse nesta quinta-feira (7) que o ataque a uma escola do Rio de Janeiro é uma “tragédia sem precedentes” e que este é um “dia de luto” para a educação brasileira. Nesta manha, um atirador entrou em uma escola pública da cidade e disparou contra alunos e funcionários.

Haddad disse que o ministério colocou à disposição toda a estrutura do MEC –inclusive os hospitais universitários da região– para ajudar no socorro aos feridos. Ainda não está definido se Haddad vai ao Rio de Janeiro, mas a assessoria do ministro disse que ele está tentando contato com o prefeito Eduardo Paes e com a secretaria de educação. O titular do MEC está, no momento, em Porto Alegre.

Em nota, o ministro informou que suspendeu a agenda que teria à tarde na capital gaúcha e vai voltar a Brasília, de onde coordenará, pessoalmente, a ajuda do MEC.

Caso

Um homem invadiu na manhã desta quinta-feira a escola municipal Tasso da Silveira, na rua General Bernardino de Matos, em Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro. Ele disparou várias vezes contra os alunos de uma sala de aula de oitava séria, com 40 alunos, no primeiro andar. Mais de 400 jovens estudam no local, em 14 turmas do 4º ao 9º ano.

Localização da escola

A direção da unidade de ensino informou que o homem se passou por um palestrante para entrar na escola. Com o barulho dos tiros, houve muita gritaria e os professores trancaram as portas das salas para proteger os alunos.

Ele estaria usando uma roupa que imitava fardamento militar e entrou na escola com duas pistolas e muita munição.

A primeira informação divulgada foi de que o atirador era pai de uma aluna da escola, mas a Polícia Militar confirmou que o homem foi identificado como Wellington Menezes de Oliveira, de 24 anos. Ele seria ex-aluno da escola e teria ido à escola buscar documentos.

A irmã adotiva do atirador disse em entrevista à rádio Band News, que o atirador estava muito ligado ao Islamismo, não saía muito de casa e ficava o tempo inteiro no computador.

Em entrevista à Globo News, o coronel Djalma Beltrame, comandante do 14º BPM (Bangu), confirmou que Oliveira deixou uma carta que indica que ele tinha intenção de se matar. " Foi um ato premeditado", disse Beltrame.