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Professores da UFRGS votam por fim de greve; mais de 50 federais rejeitaram proposta

Do UOL, em São Paulo

01/08/2012 20h02Atualizada em 01/08/2012 20h02

Os professores da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) decidiram, após a realização de uma consulta eletrônica, aceitar a proposta de reajuste salarial do governo e determinar o fim da greve. O término da paralisação, no entanto, ainda precisa ser ratificado por uma assembleia, marcada para o dia 6. O resultado foi divulgado nesta quarta-feira (1º). 

Segundo a Adufrgs (Sindicato dos Professores de Instituições Federais de Ensino Superior de Porto Alegre), 80,25% dos 1.367 decidiram aceitar a proposta; além disso, 79,81% de todos eles votaram pelo fim da greve. 

Além da UFRGS, os professores da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) também aceitaram a proposta. Os sindicatos são filiados ao Proifes (Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior), que deliberou pela aceitação da proposta.

Andes

Professores de outras de 50 universidades federais em greve rejeitaram a última proposta do governo de reajuste salarial, de acordo com levantamento parcial divulgado pelo Andes-SN (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior).

Para a presidente do sindicato, Marinalva de Oliveira, “nós apresentamos uma proposta de reestruturação da carreira e ele [o governo] propõe aparente esvaziamento conceitual e expressão de valores nominais em tabelas, que conduzem a uma desestruturação ainda maior da atual carreira”.

Os docentes se reuniram na noite desta quarta-feira (1°) às 19h com o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, e com os secretários do Ministério da Educação Amaro Lins e Marco Antônio de Oliveira. Inicialmente, o encontro estava marcado para as 21h, mas, segundo comunicado do Andes-SN, foi antecipado.

Após a proposta, o ministro da Educação Aloizio Mercadante disse que a proposta feita pelo governo era a final. "O governo garante reajuste de ao menos 25% para os próximos três anos, mesmo neste cenário de crise internacional. Não conheço outra categoria que tenha proposta como essa", disse à Folha.

Histórico

Os professores são apenas um dos 29 setores do funcionalismo público paralisado. Na manhã desta terça-feira, a Condsef (Confederação dos Trabalhadores do Serviço Público Federal) e outras entidades representativas participaram de um protesto na Esplanada dos Ministérios. De acordo com Sérgio Ronaldo da Silva, diretor do Condsef, protestos semelhantes ocorrem em outras unidades da Federação.

Na segunda-feira (30), os trabalhadores anunciaram a intenção de endurecer a greve, pelo fato de o governo federal ter suspendido as negociações, que serão retomadas somente a partir do dia 13 de agosto. O dia 31 de julho havia sido fixado como prazo final para o Ministério do Planejamento apresentar uma proposta às categorias paralisadas.