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Estudar espanhol em países vizinhos sai mais em conta; confira vantagens de cada país

Claudia Emi Izumi

Do UOL, em São Paulo

04/10/2012 06h00

Estudantes que querem fluência em espanhol, mas estão com o orçamento apertado, veem nos vizinhos da América do Sul uma opção barata.

A coordenadora pedagógica o Yázigi Brasil, Maria Fernanda Grosso Lisboa, lembra que os estudantes não devem ficar receosos por adquirir um sotaque ou um vocabulário específico de uma região.

“O contato com outras culturas é uma experiência enriquecedora em vários aspectos, que permite ter um olhar de cidadão do mundo. Aprender um idioma não é somente dominar regras do idioma, como falar e escrever, e sim ter uma visão mais ampla da língua, do país e de sua cultura”, explica.

Se no passado recente gastava-se até US$ 6 mil (cerca de R$ 12 mil) pelas aulas e estadia em países latino-americanos, hoje há ofertas três vezes mais baratas (cerca de US$ 2.000), que fazem frente aos valores praticados na Espanha. 

O país ibérico, que vive tempos de crise econômica, continua sendo o lugar para onde os alunos de espanhol gostariam de ir, mas o preço que se paga é alto para estar na Europa. A cotação do euro em relação ao real não é favorável e acaba encarecendo o pacote.

Foi pensando nos gastos que Alessandra Raphael, 24 anos, escolheu viajar para o Uruguai, no início de 2010, e melhorar seus conhecimentos de espanhol.

“Os cursos estavam caros na Espanha e achei que não valeria a pena ir até lá. Na época, paguei US$ 1.660 (aproximadamente R$ 3.300) por três semanas de curso no Uruguai. A acomodação foi em casa de família, com quarto individual, café e jantar”, conta.

Segundo o diretor Fred Chiderolli Tiba, da rede de escolas de idiomas Cel-lep, os alunos consideram os pacotes que tenham diferença de 20% a 30% no valor. “Eles acabam se decidindo depois que fazem as contas.”

Mas ele alerta para o problema da “falsa expectativa”, citando a Argentina, que consta entre as rotas escolhidas pelo brasileiro para turismo e para estudo, mas que passa por problemas econômicos internos como a Espanha. A consequência imediata é que os preços do que se gasta no dia a dia deixaram de ser tão convidativos assim.

Por isso, vale a pena pesquisar, sem preconceito, locais que não costumam ser a primeira escolha dos brasileiros.