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Professores decidem continuar em greve e fecham vias no centro de São Paulo

Do UOL*, em São Paulo

Em São Paulo

20/05/2014 18h32Atualizada em 21/05/2014 16h33

Os professores municipais de São Paulo finalizaram no viaduto do Chá, por volta das 19h desta terça-feira (20), o protesto iniciado na tarde desta terça-feira (20). A Os docentes estão em greve desde o dia 23 de abril e pedem reajuste salarial.

A manifestação começou por volta das 14h no vão livre do Masp (Museu de Arte de São Paulo). Em seguida, os professores saíram em passeata pela avenida Paulista e pela rua da Consolação, que ficaram fechadas no sentido centro. A Polícia Militar não informou quantos professores participaram do protesto.

Ainda nesta terça, os professores decidiram manter a greve iniciada no dia 23 de abril. Eles são contra a proposta da prefeitura de abono de 15,38% no piso salarial. A próxima assembleia será na sexta (23) às 10 horas. 

Segundo o presidente do Sinpeem (sindicato da categoria), Claudio Fonseca, os professores querem que essa porcentagem seja incorporada ao salário de todos os professores, inclusive os aposentados. "A proposta da Prefeitura de abono contempla apenas 16 mil de um total de 94 mil profissionais. O governo respondeu apenas a três demandas de 205 enviadas pelos professores ao governo", diz.

Fonseca lembrou que maio é o mês data base para os profissionais da educação. "Data em que se espera que o reajuste não fique abaixo da inflação do período", afirma. "O governo disse que vai incorporar os 15,38% apenas no ano que vem e não explica em quantas vezes. Queremos que a incorporação ocorra ainda neste ano."

Ele disse ainda que as demandas dos professores e demais profissionais da educação não se referem apenas ao reajuste educacional. "Queremos melhores condições de trabalho, número adequado de alunos por professor (e não superlotação de turmas), condições estruturais nas escolas, segurança no trabalho, professores auxiliares para alunos com deficiência."

*Com informações da Agência Estado