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Universitários são 88% dos voluntários em ONG que constrói casas

ONG Teto atua hoje em mais de 19 países para reduzir o deficit habitacional  - Arquivo pessoal
ONG Teto atua hoje em mais de 19 países para reduzir o deficit habitacional Imagem: Arquivo pessoal

Izabelle Mundim

Do UOL, em São Paulo

22/05/2015 16h02

Uma dupla de jovens universitários aborda o motorista de um carro parado no semáforo de uma movimentada avenida. Em vez de tinta pelo corpo e pedido de dinheiro para a festa do trote, uma pergunta: “Bom dia, já conhece a ONG Teto?”.

Cenas semelhantes a essa se repetirão durante esta sexta, sábado e domingo nas principais esquinas da capital e região metropolitana de São Paulo, Rio de Janeiro, Campinas, Salvador e Curitiba. Promovido pela ONG Teto (também conhecida como “Um Teto Para Meu País”), que constrói casas populares para famílias que moram em assentamentos precários, a campanha “Coleta 2015” pretende arrecadar fundos e denunciar a realidade do deficit habitacional no Brasil.

A “Coleta”, cujas inscrições acabaram nesta quinta-feira (21), acontece anualmente e é a ação mais massiva da ONG.

Segundo o diretor social nacional, Julio Lima, 28, o foco de divulgação do Teto são as universidades. Por isso, dos 25 mil voluntários que já participaram de algum programa da organização, nos quatro Estados em que atua desde 2006, 88% são estudantes de universidades públicas e privadas.

“A grande ‘massa’ é formada por jovens de 20 a 26 anos, mas também temos estudantes de ensino médio cujas escolas desenvolvem trabalhos conosco”, explica Julio, que se tornou voluntário quando cursava a graduação em informática para a gestão de negócios, em 2009.

Voluntárias na construção de casas em regiões periféricas - Arquivo pessoal  - Arquivo pessoal
Voluntárias na construção de casas em regiões periféricas
Imagem: Arquivo pessoal
Heloísa Pires, 28, atua como voluntária desde 2011, quando era graduanda em sistemas de informação. Ela já participou de quase 15 construções de casas em favelas de São Paulo e é coordenadora de trabalho da “Coleta 2015”.

“Entrei achando que ia mudar a vida de alguém, mas acabei mudando a minha”, diz Heloísa, que concilia a vida profissional e dedica os finais de semana à ONG.

Raul Martins, 18, está no 3º ano de engenharia civil, tornou-se voluntário em janeiro deste ano e irá participar da primeira “Coleta”. “Não esperava que ser voluntário seria tão proveitoso para mim, mas tenho ganhado experiência com coisas que posso usar na minha profissão no futuro”, afirma. “Acho que o voluntariado complementa muito minha vida acadêmica e até mesmo minha vida social”, diz.

A Teto

A ONG Teto nasceu em 1997 no Chile, chegou ao Brasil há 9 anos, e hoje está em mais de 19 países. Além da construção de moradias de emergência, a ONG também atua com projetos com foco na educação de crianças, com implementação de brinquedotecas, instalação de hortas comunitárias, revitalização de espaços, entre outros.

Os voluntários também podem atuar em outras frentes como captação de recursos, comunicação, assessoria jurídica, mapeamento das comunidades e a formação de lideranças comunitárias.