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Maia diz que pediu adiamento das inscrições do Enem a Bolsonaro

21/05/2020 - Jair Bolsonaro (centro) ao lado de Davi Alcolumbre (esquerda) e Rodrigo Maia (direita) durante videoconferência - Marcos Corrêa/PR/Divulgaçãp
21/05/2020 - Jair Bolsonaro (centro) ao lado de Davi Alcolumbre (esquerda) e Rodrigo Maia (direita) durante videoconferência Imagem: Marcos Corrêa/PR/Divulgaçãp

Do UOL, em São Paulo

21/05/2020 14h59Atualizada em 21/05/2020 16h15

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), afirmou hoje, em entrevista ao jornalista José Luiz Datena na Rádio Bandeirantes, que está conversando com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para adiar as inscrições do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

"Eu fiz dois apelos ao presidente. Primeiro a questão do Enem, que ontem ele anunciou que ia adiar e agora estamos pleiteando que também adie inscrições", disse Maia.

Mais tarde, na Câmara dos Deputados, Maia reforçou a necessidade de se discutir mudanças no período das inscrições.

"A Câmara agradeceu [o adiamento do Enem]. Agradeci em nome da Câmara. Agora precisa discutir a data de inscrição. Não é só a data do Enem, tem a data das inscrições. Uma coisa é vinculada à outra, né?", falou.

O segundo apelo, de acordo com o deputado, foi para que o projeto de ajuda a estados e municípios fosse sancionado durante uma reunião com os governadores, o que aconteceu hoje de manhã por videoconferência. "Esse é um projeto que unifica a todos, e é um bom recomeço para que a gente possa respeitar nossas diferenças democráticas", afirmou.

A reunião teve um tom conciliatório e houve até trocas de elogios entre Bolsonaro e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que até então estavam armados com um bélico, um contra o outro.

Na entrevista, Maia celebrou a trégua. "O conflito [entre governadores e presidente] gerava uma insegurança na sociedade. Acho que o gesto dos dois hoje [em referência a Doria e Bolsonaro], foi um gesto importante", elogiou Maia.

O deputado também ressaltou que o momento é de união para enfrentar a pandemia do coronavírus. "Mesmo unidos ainda vai ser difícil, mas desunidos aí o nosso futuro fica muito incerto", avaliou.

Por fim, ele afirmou que o Congresso está se preparando para votar outras medidas importantes na área econômica, mas reforçou que o foco é na saúde. "Mais importante que projetos é uma articulação governo federal, estados, municípios para a gente possa ter uma estratégia conjunta para enfrentar bem o vírus agora, perder o menor número de vidas e depois reconstruir nossa economia", garantiu.

Na Justiça, União se manifesta contra prorrogação das inscrições

Em um processo que corre na Justiça Federal de São Paulo, a União e o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), órgão do MEC responsável pelo Enem, se manifestaram contra a prorrogação do período de inscrições para o exame.

De autoria do deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP), o processo pede que o Judiciário suspenda a data final para inscrição até a revogação do estado de calamidade pública, decretado em março em razão da crise sanitária causada pelo novo coronavírus, ou "até que as medidas de isolamento social sejam encerradas em todo o País".

Para a União e o Inep, no entanto, "não é possível aguardar o fim das medidas de isolamento social em todo o país para a retomada dos atos preparatórios que antecedem a prova, sob pena de inviabilização do Enem este ano".

União e Inep argumentam que uma "inviabilização" do Enem levaria a um "sério comprometimento dos programas educacionais levados a efeito pelo Sisu, Prouni, Fies e do próprio início do semestre letivo de 2021 nas instituições de ensino, com prejuízo a milhões de estudantes".

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