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Reforma Ortográfica

Novo vocabulário simplifica escrita, afirma membro da ABL

O Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp) lançado na quinta-feira pela Academia Brasileira de Letras (ABL) simplifica a forma de escrever o português mas não unifica, afirmou o acadêmico Domício Proença Filho.

"Num momento em que todos os países falam a língua e escrevem da mesma forma, o vocabulário ortográfico contribui para uma unidade ainda maior, ao mesmo tempo que facilita todos os intercâmbios de caráter cultural", disse Proença Filho, ao defender um vocabulário comum no âmbito da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

O membro da ABL destacou que apesar de o vocabulário simplificar com a abolição dos acentos, "não pode unificar a língua porque uma das suas bases é a fonética e os povos falam de forma diferente".

Proença Filho complementou que o Acordo Ortográfico só foi "aprovado porque respeita a diferença, todos concordam que mesmo com as pequenas diferenças a nossa ortografia comum é esta".

Uma ortografia comum, segundo ele, é "muito importante" para a língua como instrumento coletivo de comunicação e como estratégia política.

Proença Filho disse que o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa da ABL poderá servir como base para Portugal e para os demais países lusófonos.

Ele também sugere que "a partir desse texto" sejam acrescentadas "as mudanças necessárias para que saia um tão esperado vocabulário único de todos os povos lusófonos".

Geopolítica

Por outro lado, o cônsul-geral de Portugal no Brasil, António Almeida Lima, disse que, além da grafia comum, a importância é geopolítica, pois "reforça uma visão e cooperação lusófona em torno de temas não só políticos, mas da agenda internacional, técnicos, científicos, literários e artísticos".

"O mundo da lusofonia deve constituir um grande mercado de intercâmbio da língua portuguesa", defendeu o diplomata.

Lima destacou ainda a responsabilidade da sociedade civil para aplicar e desenvolver o idioma.

"Para expandir a língua portuguesa temos que ter humildade de perceber que é preciso haver regras e quanto mais comum forem, melhores", disse.

"Sendo uma língua viva como é o português tratemos agora de caminhar num sentido único, aplicar e desenvolvê-lo", destacou.

Para o embaixador Alberto da Costa e Silva, acadêmico correspondente da Academia das Ciências de Lisboa, o novo Vocabulário Ortográfico irá "dirimir as dúvidas que as pessoas tenham sobre como vão escrever doravante".

Para ele, as mudanças são "mínimas" e cita que além de serem "muito poucas, eu tenho impressão de que vai ser absorvida muito rapidamente pelas escolas".

Para Silva, o que facilita a difusão da nova grafia são os meios de comunicação que já estão adotando as regras.

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