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Reforma Ortográfica

Idioma não pode ser critério para negócios, diz Petrobras

A língua portuguesa não pode ser o critério para a definição de atividades exploratórias, disse nesta quinta-feira (16) o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, durante o Fórum Econômico Mundial, no Rio de Janeiro.

"Nós, sem dúvida, temos interesse em participar da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), mas isso não pode ser critério para escolher áreas de exploração", destacou.

Gabrielli citou as atividades que a petrolífera realiza nos países lusófonos, principalmente em Angola.

"Nós temos claramente atividades em Portugal, como análises sísmicas, e há mais de 30 anos temos atividades exploratórias em Angola e também em Moçambique", acrescentou.

Já em São Tomé e Príncipe, Gabrielli admitiu a necessidade de serem desenvolvidos estudos sísmicos mais detalhados para que seja comprovada a viabilidade de exploração em águas ultraprofundas. "Teria que se fazer mais sísmica na região", apontou.

E ainda no Timor Leste, ele afirmou que a empresa participou da concorrência para exploração naquele país. "Concorremos para algumas áreas exploratórias em Timor Leste, mas perdemos".

Contudo, ele adiantou que, apesar do interesse da Petrobras na língua portuguesa, este não será o aspecto fundamental na escolha.

"Temos orgulho de falar português, mas esse não pode ser o critério para a localização das atividades exploratórias", reforçou.

Parceria
O Brasil está atualmente em busca de atrair investidores internacionais para parcerias com petrolíferas, além de atrair empresas financeiras e produtoras da cadeia de suprimento, explicou Gabrielli.

"Estamos em discussão com empresas para virem para o Brasil com tecnologia. A China é um dos países com quem estamos a discutir, alem de Canadá, Itália, Noruega, Dinamarca, Coreia, Cingapura, Japão e EUA".

A Petrobras, destacou o presidente da estatal, representa um dos principais mercados para águas profundas do mundo.

"As conversações envolvem apresentação de propostas e programas com capacidade econômica e viável a longo prazo e desses países estimularem a sua própria indústria", acrescentou.

Energia
Gabrielli, que participa no Rio da edição regional do Fórum Económico Mundial, afirmou que a energia é o tema principal, porém não é exclusivo da América do Sul.

"A temática energética é um tema mundial extremamente importante, seja devido aos problemas de mudanças climáticas, seja os problemas de segurança energética", disse.

Do ponto de vista das mudanças climáticas, o presidente da Petrobras afirmou que a discussão gira em torno de um perfil menos impactante sobre a emissão de carbono e os gases de efeito estufa a longo prazo.

"Significa, portanto, a discussão de fontes distintas, e os custos relativos dadas as tecnologias existentes. Dificilmente teremos substantivas mudanças na proporção dos combustíveis fósseis como fonte de energia primária no mundo no horizonte de 30 a 40 anos", disse.

Para Gabrielli, é necessário pôr em discussão a eficiência do uso das atuais fontes, "isso significa mudanças substantivas no padrão de vida das pessoas, o que não ocorre no curto prazo".

E para atender as necessidades das próximas duas ou três décadas, "o petróleo, o gás natural e o carvão vão continuar a ser importantes", concluiu.

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