UOL EducaçãoUOL Educação
UOL BUSCA

Química

Enxofre (2)

Remoção do enxofre por processos químicos

Carlos Roberto de Lana*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação
O enxofre encontra naturalmente seu caminho para dentro do diesel, mas removê-lo exige processos químicos industriais sofisticados e caros, cuja aplicação exige altos investimentos.

Com o desenvolvimento de novas tecnologias, as crescentes exigências ambientais e o aumento de escala na produção nacional de petróleo, admite-se hoje que o custo-benefício da redução das taxas de enxofre pode ser considerado altamente positivo. Por isso, a Petrobras instalou em algumas de suas refinarias as unidades de hidrotratamento, cuja função é extrair o enxofre a partir de reações químicas envolvendo, principalmente, o hidrogênio.

A reação que remove o enxofre do diesel é chamada hidrodessulfurização. Nas unidades de hidrotratamento esta reação faz parte de um processo que inclui também as operações de hidrodeoxigenação, hidrodenitrogenação, hidrocraqueamento e hidrogenação de saturação.

Combinadas, estas reações garantem a remoção do enxofre na forma de H2S, bem como a qualidade final do produto e uma melhor eficiência energética e produtiva do sistema, o que contribui para sua viabilização.

As reações que ocorrem na unidade de hidrotratamento estão representadas resumidamente abaixo, onde o radical "R" indica uma cadeia de hidrocarbonetos:

1) Remoção do enxofre do diesel por hidrodessulfurização



Página 3


2) Tratamento dos hidrocarbonetos oxigenados por hidrodeoxigenação



Página 3


3) Tratamento dos hidrocarbonetos nitrogenados por hidrodenitrogenação



Página 3


4) Hidrocraqueamento de hidrocarbonetos:



Página 3


5) Hidrogenação dos hidrocarbonetos insaturados com dupla ligação:



Página 3


Implicações da remoção do enxofre

Se a tecnologia da redução das taxas de enxofre no diesel já está disponível e viável, sobram problemas de natureza política, econômica e técnico-operacionais.

A indústria automobilística precisa definir novas especificações de engenharia e regulagem dos motores dos veículos novos que virão a utilizá-lo, bem como orientar proprietários de veículos antigos sobre como proceder com relação ao novo produto.

Para isso, a ANP (Agência Nacional de Petróleo) precisa oficializar as características químicas e de desempenho que serão exigidas do novo produto, decretar as diretrizes da transição de modo a orientar fabricantes de motores, distribuidores e revendedores do combustível, bem como seus usuários, sobre como se adaptar às novas condições.



*Carlos Roberto de Lana é engenheiro químico e professor.

Compartilhe:

    Receba notícias

    Tabela Periódica HowStuffWorks

    Saiba como as coisas funcionam

    How Stuff Works - como as coisas funcionam
    Revistas e Sites Biografias Revisão Testes e Simulados Dicionários

    Aulete

    Português

    Houaiss

    Português

    Michaelis


    Tradutor Babylon


    Shopping UOL

    Hospedagem: UOL Host