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25/08/2007 - 06h03

Enem não "assusta" estudantes

Mariana Tramontina
Em São Paulo
À véspera do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), o clima de tranqüilidade é geral entre os estudantes. Anderson Koyama Vieira, 18, faz neste domingo (26) sua terceira participação na prova e se diz preparado para o que vier. "Estou ansioso apenas pelos resultados", conta. Anderson é um dos concorrentes ao curso de arquitetura da USP (Universidade de São Paulo). "Minha expectativa é das melhores. No ano passado tirei pontos acima do que eu esperava. Não é difícil", avalia.

Aluna de um cursinho preparatório, Thaís Henriques Souza Silva, 17, também não está preocupada com o exame elaborado pelo MEC (Ministério da Educação). Ela quer seguir carreira em economia, e a idéia é somar pontos para entrar na Unicamp (Universidade de Campinas) ou na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). Os preparativos para domingo? "Não precisa. Ano passado, tive 70% de aproveitamento".

Flávio Florido/UOL
Mônica Pina quer somar pontos no Enem para fazer o curso de arquitetura da USP
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Sem medo
Os estudantes entrevistados pela redação do UOL Educação mostram que o clima de desespero e insegurança, que toma conta dos vestibulandos, agora dá lugar à tranquilidade de mostrar o que aprenderam ao longo de 12 anos de histórico escolar.

Rafael Elefant, 18, vai fazer o Enem pela primeira vez porque esqueceu de se inscrever nos anos anteriores. "Agora que está no fim é que caiu a ficha", brinca. Rafael está cursando comércio exterior no Mackenzie, mas vai fazer o Enem para alcançar seu objetivo: ciências sociais na USP. "As aulas na faculdade já ajudam a me preparar para o exame", explica.

Elefant não é o único universitário atraído pelo Enem. Natália José Silva, 18, faz o primeiro semestre de administração no Mackenzie, mas seu objetivo é a USP "ou outra boa faculdade pública", disse. Ela se prepara para o Enem lendo revistas, jornais e navegando na Internet. "Sempre gostei muito de ler. É uma vantagem pra mim".

Teoria na prática
Ao contrário de uma prova convencional de vestibular, o Enem não é eliminatório. Ele funciona como um instrumento do MEC para avaliar a formação do aluno, suas habilidades e competências adquiridas ao longo do aprendizado escolar. "Por isso, não há necessidade de treinar para o exame às vésperas da prova", afirma o coordenador do simulado do Enem no Colégio Anglo, Sezar Sasson.

O professor explica que o Enem funciona como um termômetro para medir não apenas o conhecimento do aluno, mas o que ele sabe fazer com esse conteúdo. "Quem sabe ler, sabe. Quem não sabe, não vai aprender em dois meses. Por isso mesmo os cursinhos específicos para o Enem não são válidos", ressalta.

Sezar fala ainda que as questões entrelaçam áreas de conhecimento e testam a capacidade do aluno de aplicar a teoria na prática. Os estudantes precisam saber, por exemplo, o que explica o fato de 99% dos casos de malária ocorrerem na região amazônica. A resposta exige conhecimentos de biologia, geografia e cultura geral.

No mais, o exame cobra atualidade. "Oriento meus alunos a ler bastante, fazer um apanhado dos assuntos mais importantes que estão acontecendo. Hoje há uma preocupação em leitura", aconselha Vera Lúcia da Costa Antunes, coordenadora do Cursinho Objetivo.

Vera Lúcia adverte que a prova traz muitos textos, tabelas e gráficos que o aluno precisa analisar e interpretar. "Não tem nada de decoreba. É o básico que o Enem quer avaliar, e informação nunca é demais".
Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012

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