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16/12/2008 - 10h01

Em 2008, Brasil e Portugal tiram reforma ortográfica da gaveta e excluem trema da língua

Da Redação
Em São Paulo
"Assembleia para para ver o voo dos pinguins". A partir de 1º de janeiro de 2009, essa frase se escreverá assim: sem trema, sem acento agudo no ditongo "ei" e sem circunflexo no grupo "oo". As mudanças são algumas entre as trazidas pelo novo acordo ortográfico da língua portuguesa, assinado pelo presidente Lula em 29 de setembro.

Em Portugal, o mesmo texto havia passado pelo parlamento em 16 de maio.

O objetivo da reforma é unificar o padrão escrito dos países que usam o português, uma idéia (ou melhor, ideia) que linguistas dos dois lados do Atlântico tentam pôr em prática desde 1975, quando surgiu o primeiro projeto de acordo ortográfico comum para brasileiros e portugueses.

"A ONU produz materiais em inglês, espanhol e alemão, mas não em português. Como temos duas grafias, acabamos deixados de lado. É um prejuízo sem tamanho para a divulgação da língua", disse o gramático brasileiro Evanlido Bechara no início do ano.

Para o português do Brasil, apenas 0,8% das palavras passarão a ser escritas de maneira diferente. Em Portugal o impacto é maior: muda 1,3% dos vocábulos, principalmente pela queda das consoantes não pronunciadas (os portugueses escrevem "óptimo" e "acto").



Prazo para entrar em vigor

O decreto presidencial 6.583 prevê um prazo de transição de três anos para que o Brasil adote a nova ortografia. Até 2012, as duas regras valerão.

Nas escolas, a mudança será sentida à medida em que os novos livros didáticos sejam publicados.

Em Portugal, o prazo previsto para a mudança é de seis anos. Os portugueses apresentam maior resistência às novas regras, encaradas por muitos como "de interesse do Brasil".

"O acordo serve interesses geopolíticos e empresariais brasileiros, em detrimento de interesses inalienáveis dos demais falantes de português no mundo, em especial do nosso país", protestou o deputado português Vasco Graça Moura à época da assinatura do acordo em Portugal.

Aos ouvidos de quem não fala português, o acordo ortográfico também soou mais "brasileiro". "É como se os britânicos decidissem escrever, por exemplo, traveler (viajante), como os americanos, em vez de traveller", publicou o jornal inglês "The Independent".

Além de Brasil e Portugal, o acordo já foi ratificado em Cabo Verde e São Tomé e Príncipe. Ainda não definiram quando aceitarão o documento Timor-Leste e os africanos Angola, Moçambique e Guiné-Bissau.
Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012

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