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06/04/2009 - 08h35

Internet ainda é pouco usada em salas de aula do país

Ana Okada
Em São Paulo
No Brasil, cerca de 50% dos professores não utilizam nem recomendam a internet como recurso útil para os estudos. Na América Latina, o percentual cai para 44%. Os dados são de pesquisa realizada pela Universidade de Navarra e pela Fundação Telefônica, com 25 mil estudantes de 10 a 18 anos da América Latina.

  • Aluno deve aprender na escola a analisar conteúdo veiculado na web, diz pesquisadora
  • Professor, você utiliza ou gostaria de utilizar a internet em sala de aula?

    Apesar de a internet ser pouco aproveitada como ferramenta de estudo, a escola ainda é o lugar mais habitual para a navegação pela rede (63%). No entanto, apenas 1 em cada 10 jovens afirmou ter aprendido a usar a internet graças a um de seus professores. A maioria dos brasileiros disse ter aprendido sozinho (60%) a navegar pela web, tendência também de países como o Chile e a Argentina.

    O país é o primeiro em presença da rede nas casas dos adolescentes (58%) e o segundo em lares com crianças (46%). No entanto, 46% dos pais brasileiros não têm qualquer controle sobre o que os filhos acessam. Como consequência, o reconhecimento dos jovens sobre a inconveniência de dar informações pessoais, comprar ou preencher questionários na internet está abaixo da média dos demais países.

    Blogs e sites

    Divulgação
    Alunos do Emef Pracinhas da FEB divulgam seus textos na web
    Os brasileiros se destacam pela produção de blogs e sites (19,9% mantém conteúdo na internet, contra média de 9,1%) e pelo interesse por notícias (44%, contra média de 24%). A pesquisadora Charo Sábada Chalezquer, da Universidade de Navarra, afirma que um dos fatores que explicam o alto interesse por dos jovens por informação se deve ao alto grau de desenvolvimento dos meios de comunicação do país.

    Uma das conclusões da pesquisa é a de que o uso da internet na escola potencializa seu uso em outros lugares. Assim, os docentes devem servir como um "testemunho de alto valor educacional e conselheiro de boas práticas da internet". A escola, segundo o estudo, deve assumir o papel de "formador de pais", conscientizando-os da importância da mediação do uso da rede.

    Na contramão

    Desde 2002, a professora Paloma Martin Fernandez da escola municipal de ensino fundamental Pracinhas da FEB, em São Paulo, deixou as aulas de educação física para ser orientadora de informática educativa: "Fiquei apaixonada por isso". A instituição iniciou o trabalho com internet após ganhar computadores da iniciativa privada e os alunos começaram a participar do Educa Rede , site da Fundação Telefônica voltado a projetos de educação.

    No portal, os alunos fazem parte de uma comunidade da escola, onde publicam textos, produções artísticas e trabalham diversos temas. Nesse ano, o foco das aulas é o acesso ao e-mail: "Fiquei emocionada com um garoto que não sabia escrever o nome inteiro e, após criar seu e-mail pessoal, conseguiu aprender a escrevê-lo e ainda ajudou a mãe com um documento que ela só recebeu graças ao correio eletrônico", conta Paloma.

    Já a professora Lina Mendes, do colégio Ítaca, em São Paulo, resolveu estender o tempo de aula na internet: ela mantém dois blogs sobre as disciplinas que leciona, nos quais propõe desafios aos alunos. Para ela, a coexistência de linguagens trazidas pela tecnologia impõe uma necessidade de rever a forma de ensinar, para que haja o desenvolvimento das habilidades necessárias à compreensão de textos.

    Reprodução
    Professora propõe desafios aos alunos em blog

    Os professores da escola de Lina fazem também projetos em que os alunos podem expor seus trabalhos em blogs ou sites. "Não há nada que eles gostem mais do que digitar o tema no Google e encontrar, no meio de todas as indicações, seu próprio site", diz Lina.
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    Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012

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